Solo saudável vira prioridade no campo
Bioestimulantes avançam nas lavouras brasileiras
Foto: Pixabay
A busca por sistemas agrícolas mais eficientes e sustentáveis tem levado produtores rurais a colocar a saúde do solo no centro das estratégias de manejo. Segundo Samir Geraigire Filho, gerente técnico regional Latam Sul da Acadian, o solo vai além de servir como suporte para as plantas e atua como um organismo vivo responsável por processos essenciais ao desenvolvimento das culturas. “Mais do que servir de base às plantas, o solo é um organismo vivo, responsável por processos fundamentais para o desenvolvimento das culturas, como disponibilidade de nutrientes, retenção de água e atividade biológica”, afirmou.
Nesse contexto, os bioestimulantes vêm ganhando espaço como ferramentas voltadas ao fortalecimento da produtividade e da resiliência das lavouras. Entre as tecnologias disponíveis, destacam-se os produtos à base da alga marinha Ascophyllum nodosum, utilizados para contribuir com o equilíbrio fisiológico das plantas e com a melhoria das condições do solo. De acordo com Samir, a alga é encontrada em regiões de águas frias e limpas do Atlântico Norte e seus extratos, obtidos por processos que preservam os compostos bioativos naturais, auxiliam o desenvolvimento das raízes, a absorção de nutrientes e a tolerância das culturas a diferentes condições de estresse.
Para o especialista, a produtividade sustentável está diretamente ligada à qualidade do solo. “Quando falamos em produtividade sustentável, é importante entender que a base de tudo está na saúde do solo. Um solo equilibrado e biologicamente ativo favorece o desenvolvimento das plantas desde os estágios iniciais, melhora o aproveitamento de nutrientes e cria as condições necessárias para que as culturas expressem todo o seu potencial produtivo”, destacou.
Samir explicou ainda que a construção de um solo saudável depende de um processo contínuo de manejo integrado. Segundo ele, além da correção química e da adubação adequada, é necessário estimular a atividade biológica e favorecer o desenvolvimento vigoroso do sistema radicular. “Um sistema radicular mais robusto permite que a planta explore melhor o perfil do solo, aumentando sua capacidade de absorver água e nutrientes. Isso contribui diretamente para o estabelecimento da cultura e a manutenção do potencial produtivo, especialmente em situações de estresse ambiental”, afirmou.
A adoção de bioestimulantes também está relacionada às demandas por uma agricultura mais sustentável. Conforme a Acadian, essas tecnologias favorecem processos naturais das plantas e contribuem para o uso mais eficiente de recursos, permitindo melhores resultados produtivos sem comprometer a conservação dos recursos naturais.
Além dos efeitos agronômicos, o cuidado com a saúde do solo é visto como uma estratégia de longo prazo para a sustentabilidade das propriedades rurais. Solos equilibrados tendem a apresentar maior estabilidade produtiva entre as safras e menor sensibilidade a eventos climáticos adversos, o que contribui para a segurança da produção.
Diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela necessidade de ampliar a produção de alimentos de forma sustentável, especialistas reforçam que investir na saúde do solo tornou-se um dos pilares da agricultura moderna. “A combinação entre manejo adequado e tecnologias bioestimulantes permite construir sistemas produtivos mais resilientes, preparados para enfrentar os desafios climáticos e manter altos níveis de produtividade ao longo do tempo”, concluiu Samir Filho.