Sorgo: falta de chuva derruba produtividade em Goiás
Colheita do sorgo supera 40%, mas seca limita resultado
Foto: Divulgação
A safra de sorgo em Goiás foi prejudicada pelas condições climáticas adversas, principalmente pela escassez hídrica durante o período crítico do ciclo produtivo. Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no 11º Levantamento da Safra de Grãos, a restrição de chuvas afetou a produtividade e a qualidade dos grãos, apesar da rusticidade da cultura.
Segundo dados divulgados pela Conab, as condições climáticas registradas nesta safra foram significativamente mais adversas do que as observadas no período anterior. Embora o sorgo tenha demonstrado resiliência, os resultados gerais ficaram abaixo do esperado. As principais exceções ocorreram nas regiões sul e sudoeste de Goiás. Nessas áreas, chuvas tardias registradas em junho trouxeram alívio e favoreceram o ganho de produtividade em algumas lavouras. No entanto, a escassez hídrica durante o período crítico do ciclo produtivo impactou fortemente a qualidade da safra.
Segundo dados divulgados pela Conab, houve grande heterogeneidade entre os lotes colhidos, com predominância de grãos leves e subdesenvolvidos. A qualidade dos grãos foi classificada de regular a ruim, reflexo das condições de disponibilidade hídrica enfrentadas pelas lavouras ao longo do ciclo. O cenário evidencia os efeitos da restrição de chuvas sobre uma cultura reconhecida pela rusticidade e pela menor exigência hídrica.
A colheita avançou de forma significativa em julho, ultrapassando 40% da área cultivada. Segundo dados divulgados pela Conab, o ritmo de colheita do sorgo superou o registrado para o milho de segunda safra na maioria das regiões produtoras. Apesar do avanço dos trabalhos, a produtividade média parcial recuou em relação ao levantamento anterior.
A produtividade média parcial do sorgo foi estimada em 3.065 kg por hectare no levantamento atual, ante 3.121 kg por hectare registrados anteriormente. Segundo dados divulgados pela Conab, a variação negativa está diretamente relacionada à restrição hídrica ao longo do ciclo. O mesmo fator também afetou o milho safrinha, indicando que o baixo volume de chuvas teve impacto sobre as culturas, mesmo diante da reconhecida capacidade de resistência do sorgo às condições de menor disponibilidade de água.