Sorgo sacarino – alternativa para a produção de etanol
Saiba mais sobre o cultivo de sorgo sacarino para a produção de etanol como alternativa de renda durante a entressafra da cana-de-açúcar
No programa Prosa Rural desta semana, o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas/MG), Rafael Parrella, fala sobre o uso do sorgo sacarino como alternativa para a produção do álcool combustível.
O sorgo sacarino, antes de seu florescimento, tem aparência semelhante à cana-de-açúcar, por isso no Nordeste é chamada de “cana de semente”. Segundo Parrella, em relação à cana-de-açúcar, o sorgo sacarino é uma planta de ciclo mais rápido - em torno de 120 dias, tem menor exigência hídrica e nutricional, sendo bastante tolerante à seca, além de ser uma cultura que pode ser totalmente mecanizada, desde o plantio à colheita.
“O bagaço obtido após a extração do colmo é de excelente qualidade quando comparado ao da cana-de-açúcar, pois é de digestibilidade grande, sendo recomendado para alimentação animal e também para o processo de destilação das caldeiras”, destaca o pesquisador durante a entrevista concedida ao programa Prosa Rural.
Como recomendação ao produtor para o plantio da cultura, Parrella orienta a obtenção de sementes de qualidade, de preferência adquiridas de empresas idôneas. “Na hora do plantio, deve-se regular bem a semeadora para que o solo receba o número de sementes adequado. A profundidade de plantio deve variar entre 3 a 5 centímetros, o espaçamento entre fileiras deve ser entre 70 a 90 centímetros e a densidade do plantio de, no máximo, cem mil plantas por hectare”, destaca.
Quem também participa do Prosa Rural desta semana é o produtor rural Eduardo Malmann, de São Vicente do Sul, no Rio Grande do Sul que, há três anos, planta sorgo sacarino para a produção do álcool combustível.
Saiba mais sobre o uso do sorgo sacarino como alternativa para a produção de etanol no Prosa Rural desta semana. O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.