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Agro paulista tem superávit de US$ 6,45 bilhões em 2026

Carnes e soja puxam exportações de São Paulo


Foto: Pixabay

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 6,45 bilhões no comércio exterior entre janeiro e abril de 2026. O resultado foi impulsionado pelas exportações do setor, que somaram US$ 8,47 bilhões, diante de importações de US$ 2,02 bilhões. No período, o agro respondeu por 39% das exportações totais do estado, enquanto as importações do segmento representaram 7,1% do total paulista.

“O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor, a qualidade da nossa produção e a capacidade de São Paulo de seguir abrindo mercados e gerando superávit para a economia brasileira”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

Somente em abril de 2026, as exportações do agronegócio paulista alcançaram US$ 2,40 bilhões. O diretor da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Carlos Nabil, afirmou que o resultado foi 10,4% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. “Apesar das oscilações do mercado internacional, abril mostrou recuperação nas exportações do agro paulista, com destaque para carnes, produtos florestais e soja.”, afirmou.

O complexo sucroalcooleiro liderou as exportações do agro paulista no primeiro quadrimestre, com participação de 21,8% e receita de US$ 1,85 bilhão. Desse total, o açúcar respondeu por 94,1% e o etanol por 5,9%. O setor de carnes apareceu na sequência, com 16,7% das vendas externas e movimentação de US$ 1,42 bilhão, sendo a carne bovina responsável por 82,9% do segmento. Os produtos florestais representaram 13,5% das exportações, somando US$ 1,14 bilhão, enquanto o complexo soja respondeu por 12,8%, com receita de US$ 1,08 bilhão. O setor de sucos teve participação de 7,9%, totalizando US$ 671,82 milhões, com predominância do suco de laranja. O café ocupou a sexta posição entre os produtos mais exportados, com receita de US$ 556,52 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, os produtos florestais registraram aumento de 18,7% nas vendas externas, seguidos pelas carnes, com alta de 16,8%, e pelo complexo soja, com crescimento de 9,2%. Já os grupos de sucos, sucroalcooleiro e café apresentaram retração nas receitas, com quedas de 39,7%, 14,8% e 14,9%, respectivamente. Segundo a análise, essas variações refletem mudanças tanto nos preços quanto nos volumes exportados.

A China permaneceu como principal destino das exportações do agro paulista, concentrando 27% das vendas externas do setor. Entre os produtos mais enviados ao país asiático estão itens do complexo soja, carnes, produtos florestais e fibras têxteis. A União Europeia aparece na sequência, com participação de 15,3%, enquanto os Estados Unidos responderam por 10,3% das exportações.

No cenário nacional, São Paulo ocupa a segunda posição entre os estados exportadores do agronegócio brasileiro, com participação de 15,5%, atrás apenas de Mato Grosso, que lidera o ranking com 20,7%.

O levantamento da balança comercial do agronegócio paulista é elaborado mensalmente pelo diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril, em conjunto com os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista.

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