Tabaco: produtores mantêm expectativa por preços melhores
Comercialização do tabaco chega a 65% no Rio Grande do Sul
Foto: Pixabay
A semeadura do tabaco para a produção de mudas da safra 2026/2027 começou no sistema floating na região administrativa de Pelotas, enquanto a comercialização da safra 2025/2026 avança em diferentes áreas produtoras do Rio Grande do Sul. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Segundo a entidade, as vendas aceleraram na última semana e cerca de 65% da produção já foi comercializada. Apesar do avanço nas negociações, os produtores seguem relatando remuneração abaixo do esperado. Conforme a Emater/RS-Ascar, os preços variam entre R$ 250 e R$ 300 por arroba de folhas secas, de acordo com a classificação. Paralelamente, os fumicultores realizam a preparação de canteiros e a semeadura de plantas de cobertura do solo. Canguçu, com 11 mil hectares, e São Lourenço do Sul, com 9 mil hectares, permanecem como os principais municípios produtores de tabaco do país.
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Na região administrativa de Soledade, a Emater/RS-Ascar informa que foi concluída a classificação do tabaco armazenado nos galpões. Nas áreas de menor altitude, as sementeiras destinadas à produção de mudas já estão formadas e passam por podas e desbastes. Já nas regiões mais altas, as bandejas também foram semeadas e, em alguns casos, já recebem poda das mudas. No Baixo Vale do Rio Pardo, teve início o plantio das mudas no campo. Segundo a entidade, a comercialização segue em ritmo lento porque os fumicultores aguardam uma melhora nas cotações. A área cultivada na região é estimada em 67 mil hectares.
Na região administrativa de Santa Rosa, o plantio nas bandejas foi finalizado e os produtores concentram os trabalhos no repique das mudas, conduzidas em piscinas protegidas por túneis baixos. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a menor incidência de sol nas últimas semanas reduziu o desenvolvimento das plantas e favoreceu a ocorrência de doenças fúngicas, além da proliferação de algas verdes na água das piscinas. A entidade destaca que os produtores realizam os manejos necessários nesta fase e esperam iniciar o transplantio das mudas para as áreas definitivas no início do próximo mês, dependendo das condições climáticas e da evolução das plantas. Enquanto isso, as atividades seguem intensas nos principais municípios produtores da região.