CI

Tarifas na comida: quem paga essa conta?

Especialista fez uma análise sobre o tema


Especialista fez uma análise sobre o tema Especialista fez uma análise sobre o tema - Foto: Pixabay

O debate sobre comércio internacional voltou a ganhar peso diante dos impactos das barreiras tarifárias sobre preços, consumo e atividade econômica. Em publicação no LinkedIn, Antonio Cabrera, presidente do Grupo Cabrera, avaliou que o agro brasileiro precisa aprender a usar a teoria do livre comércio a seu favor, especialmente quando medidas protecionistas forem defendidas com o argumento da preservação de empregos.

Na análise, Cabrera afirma que a resposta a esse tipo de justificativa deve considerar outro efeito direto das tarifas: a inflação. Para ele, o comércio livre representa uma das maiores contribuições que um governo pode oferecer à população, ao ampliar o acesso a fornecedores e reduzir a dependência de estoques próprios de alimentos, uma lógica associada a práticas antigas de segurança alimentar.

Segundo a publicação, a racionalidade econômica deve levar os países a buscar o maior número possível de fornecedores. É nesse ponto que o agro ganha relevância na geopolítica global, ao se posicionar como parte da solução para garantir abastecimento e preços mais competitivos em diferentes mercados.

Cabrera também relaciona o tema às tarifas adotadas nos Estados Unidos em 2025. De acordo com a análise apresentada, após uma trajetória de queda até 2024, os preços de importação e os preços domésticos no país subiram depois das medidas tarifárias, revertendo a tendência anterior. A avaliação destaca que esse comportamento reforça a conclusão de que tarifas aumentam preços.

A publicação ainda aponta que pesquisas indicam que a maior parte das tarifas acaba sendo repassada aos consumidores americanos. Com preços mais altos, empresas e famílias perdem poder de compra, o que tende a reduzir o ritmo da atividade econômica. Para Cabrera, o chamado tarifaço de Trump deveria ser usado pela diplomacia brasileira como exemplo de como barreiras tarifárias encarecem a comida no país que as aplica.

Ele também cita o sistema de cotas da China sobre a carne brasileira como outro caso em que o consumidor final tende a arcar com os custos. Na avaliação, alimentos não deveriam ser alvo de sanções ou proteções tarifárias, e o agro brasileiro deve reforçar esse argumento no cenário internacional.
 

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7