CI

Tensões globais elevam custos no agronegócio

O movimento também impacta diretamente os custos de produção agrícola


O movimento também impacta diretamente os custos de produção agrícola O movimento também impacta diretamente os custos de produção agrícola - Foto: Pixabay

A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a pressionar os mercados globais de energia, fertilizantes e commodities agrícolas, em um cenário marcado também por novos acordos comerciais entre Estados Unidos e China. Segundo análise do Rabobank, a suspensão de uma ofensiva militar dos EUA contra o Irã trouxe alívio momentâneo, mas ainda mantém elevado o nível de incerteza internacional.

De acordo com o banco, o presidente Donald Trump informou que adiou um ataque militar ao Irã, inicialmente previsto para terça-feira, após pedidos de líderes de países do Golfo e em meio a negociações consideradas sérias. Mesmo com relatos de algumas embarcações voltando a circular, o Estreito de Hormuz permanece fechado, sustentando forte pressão sobre o petróleo. O contrato ativo do Brent na ICE chegou a ser negociado a US$ 110 por barril.

O movimento também impacta diretamente os custos de produção agrícola. Os preços spot da ureia granulada no Golfo dos EUA seguem em queda, mas permanecem elevados, em torno de US$ 565 por tonelada curta. Já o enxofre negociado em Tampa, matéria-prima utilizada na produção de ácido sulfúrico para fertilizantes fosfatados, continua valorizado devido às dificuldades logísticas provocadas pelo fechamento do estreito.

No comércio internacional, o encontro entre Trump e Xi Jinping teve como principal destaque para o agronegócio um novo compromisso chinês de compra de produtos agrícolas norte-americanos. Segundo anúncio da Casa Branca, a China deverá adquirir ao menos US$ 17 bilhões em produtos agropecuários dos EUA entre 2026 e 2028, além da manutenção do acordo para compra anual de 25 milhões de toneladas de soja norte-americana firmado em outubro de 2025.

No mercado de commodities, o cacau apresentou forte correção. O contrato setembro de 2026 na ICE de Nova York acumulou queda de 19,1% em cinco sessões consecutivas. O Rabobank avalia que o movimento ocorre após a forte valorização registrada na primeira metade de maio, impulsionada por recomposição de posições vendidas. A melhora das perspectivas de oferta, incluindo o aumento da estimativa de safra 2025/26 da Costa do Marfim, reforçou o viés de baixa para os preços.
 

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7