Terremoto na Colômbia deixa 289 mortos e país pede suspensão de tarifas
Solicitação de alívio comercial busca reduzir a pressão sobre empresas colombianas
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O terremoto na Colômbia, de magnitude 7,4, registrado em 10 de agosto, deixou pelo menos 289 mortos e afetou 135.179 pessoas em 15 departamentos e 437 municípios. Diante dos impactos econômicos e humanitários, o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, pediu aos Estados Unidos a suspensão temporária de tarifas sobre produtos do país.
Segundo a atualização mais recente do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, o tremor foi seguido por 183 réplicas. Entre os atingidos estão comunidades afro-colombianas e indígenas. Os danos alcançaram moradias e serviços considerados essenciais. As principais necessidades identificadas até o momento envolvem atendimento de saúde, abrigo temporário, fornecimento de água, saneamento, higiene, segurança alimentar, energia e comunicações.
A situação exige atenção principalmente nos departamentos de Risaralda, Valle del Cauca, Chocó e Caldas. Avaliações rápidas e intersetoriais estão sendo realizadas para identificar as principais lacunas, definir prioridades e complementar as ações conduzidas pelo governo colombiano nas regiões mais afetadas. A preocupação das agências humanitárias aumenta porque parte das localidades atingidas já enfrentava dificuldades antes do desastre. De acordo com a representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, Eujin Byun, o cenário é “particularmente preocupante” porque 69 dos municípios afetados já estavam submetidos a pressões humanitárias.
Algumas dessas regiões convivem com consequências de conflitos armados e do deslocamento forçado. Com o terremoto, famílias que anteriormente tiveram de abandonar suas residências enfrentam o risco de perder novamente o local onde vivem.
Além da mobilização humanitária, o impacto econômico do terremoto levou o governo colombiano a buscar apoio comercial dos Estados Unidos. Na noite de sábado, 15 de agosto, Abelardo de la Espriella conversou com o presidente norte-americano, Donald Trump, e solicitou a suspensão temporária das tarifas aplicadas a produtos colombianos.
Em uma publicação no X, antigo Twitter, o presidente colombiano agradeceu a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos e afirmou que pediu a retirada temporária das tarifas para “dar alívio aos nossos empresários, que enfrentam momentos muito difíceis devido aos efeitos do terremoto”. Os Estados Unidos já destinaram US$ 26,5 milhões em ajuda humanitária ao país. A solicitação de alívio comercial busca reduzir a pressão sobre empresas colombianas enquanto o governo e organismos internacionais concentram esforços na assistência às famílias atingidas e na recuperação das regiões afetadas.