Três primeiros vencimentos futuros da soja fecham praticamente inalteradas
Traders do pregão futuro da oleaginosa em Chicago apontaram como motivos do leve avanço das mencionadas cotações
No primeiro dia de março as cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos fecharam mistas e quase inalteradas, na Bolsa Mercantil de Chicago (CME Group), no que se refere aos três primeiros vencimentos, conforme a Soja Net.
Traders do pregão futuro da oleaginosa em Chicago apontaram como motivos do leve avanço das mencionadas cotações o padrão de spreading entre commodities distintas que vigorou nesta data em Chicago, com especuladores vendendo milho e trigo futuros e simultaneamente comprando soja futura.
Outros compraram óleo de soja futuro e venderam farelo de soja futuro. Estima-se que os fundos de especulação tenham comprado (em spreads, ou não) nesta data cerca de 2.000 lotes futuros (272.000 toneladas) de soja em grão e cerca de 3.000 lotes futuros de óleo de soja, apesar dos acentuado recuo dos preços do petróleo, em Nova Iorque (NYMEX).
Outros fatores coadjuvantes da alta das cotações futuras de soja em Chicago consistiram no reduzido volume de vendas físicas de soja em grão pelos produtores locais, no mercado disponível norte-americano, assim com temores altistas sobre perspectivas de excessiva umidade de solos que deverá preceder o plantio de soja no EUA, na próxima primavera do Hemisfério Norte. Já está sendo cogitado atraso na semeadura de soja naquele país, algo que implicará, se confirmado, em lavouras norte-americanas da oleaginosa iniciadas fora da janela ótima de plantio
Também julgado altista foi o total acima das expectativas médias dos participantes do mercado em Chicago e da ordem de 1.091.344 toneladas de soja embarcadas nos EUA, na semana passada. Atrasos na colheita de soja brasileira em áreas de solos excessivamente úmidos conferiram igualmente algum suporte às cotações de soja em Chicago, na medida em que, pelo menos teoricamente, criam oportunidades para algumas compras adicionais da oleaginosa norte-americana.
Há também certa dose de apreensão com o próximo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a ser divulgado em dez de março corrente, dadas as crescentes expectativas de que poderá ocorrer considerável redução da projeção do USDA referente ao estoque final da safra norte-americana de soja, face a firmeza das exportações e do consumo interno