Trigo avança bem, mas clima mantém alerta no campo
Excesso de chuva e geadas preocupam no trigo
Foto: Pixabay
A safra de trigo começou com perspectivas favoráveis em parte das regiões produtoras, mas o resultado final ainda dependerá do comportamento do clima ao longo do ciclo da cultura. A avaliação é da Elicit Plant Brasil, que aponta desenvolvimento dentro do esperado na maior parte das áreas acompanhadas, embora a variabilidade climática já mantenha o setor em atenção.
O diretor de marketing e produtos da Elicit Plant Brasil, Felipe Sulzbach, afirmou que o trigo continua tendo papel estratégico nos sistemas de rotação e segue atraindo o interesse dos produtores. Segundo ele, a cultura é sensível às oscilações ambientais em diferentes fases do desenvolvimento. “Eventos como déficit hídrico, ondas de frio intenso, geadas em fases críticas e períodos prolongados de excesso de chuva podem comprometer o potencial produtivo”, disse.
Sulzbach destacou que o principal ponto de atenção não é apenas a ocorrência de eventos extremos, mas também a frequência e a intensidade dessas variações climáticas. De acordo com o executivo, esse cenário tem ampliado a procura por ferramentas que auxiliem a planta a manter o equilíbrio fisiológico em condições adversas. “Vemos uma demanda cada vez maior por soluções que ajudem a planta a preservar seu desenvolvimento e sua capacidade produtiva mesmo em ambientes menos favoráveis”, afirmou.
As avaliações realizadas pela empresa em diferentes regiões e condições de cultivo indicam que um dos principais efeitos dos estresses abióticos no trigo está relacionado à redução da atividade fisiológica da planta. Segundo a Elicit Plant Brasil, fatores ambientais como seca, frio, calor ou excesso de água podem alterar o crescimento e limitar a expressão do potencial produtivo da cultura.
Nas áreas acompanhadas com tecnologia da empresa, voltada ao fortalecimento da resposta fisiológica das plantas, a Elicit Plant Brasil observou maior uniformidade no desenvolvimento das lavouras e retomada mais rápida do crescimento após períodos de estresse. Para Sulzbach, esses resultados estão associados à capacidade da planta de manter componentes ligados ao rendimento. “Isso se reflete em plantas mais equilibradas, com melhor manutenção do potencial reprodutivo e menor impacto sobre os componentes de rendimento”, explicou.
Outro ponto identificado nas avaliações foi a maior estabilidade produtiva em ambientes sujeitos a oscilações climáticas. Conforme o diretor da Elicit Plant Brasil, os resultados são compatíveis com respostas obtidas em anos anteriores e sugerem que o fortalecimento dos mecanismos naturais de adaptação da planta pode reduzir perdas associadas aos estresses abióticos. “Os produtores buscam cada vez mais previsibilidade. Fortalecer esses mecanismos contribui para aumentar a consistência dos resultados entre diferentes safras e ambientes de produção”, acrescentou.