ANÁLISE

Trigo deve pagar bem no 1º semestre de 2018

Colheita no Paraná e RS indicam menor oferta no mercado
Por: -Leonardo Gottems
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“Quem tiver conseguido colher trigo de boa qualidade poderá obter bons preços no final deste ano e principalmente no primeiro semestre de 2018”. A afirmação é do analista da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Fernando Pacheco, com base nos dados obtidos até agora da colheita desta safra 2017/2018 do cereal de inverno paranaense e do Rio Grande do Sul. 

O relatório semanal do Deral (Departamento de Economia Rural do PR) sobre o acompanhamento das lavouras do estado do Paraná, divulgado nesta quinta-feira (23.11), registra que foram colhidos 99% dos 961 mil hectares previstos para está safra. Isso significa que ainda restam por colher menos de 10 mil hectares, a maior parte deles situados no sul do estado.

Da parte não colhida, 51% estão em condição boa/excelente, 35% em condição média e 13% em condição ruim, segundo o mesmo relatório. Ainda sobre a parte não colhida, 100% está em maturação. O potencial produtivo do estado foi reduzido neste mês para 2,21 milhões de toneladas, contra 3,44MT produzidas no ano passado e contra uma capacidade instalada operacional do estado ao redor de 2,7 MT.

Segundo o relatório semanal da Emater-RS, com a safra finalizada ou em vias de finalização, resta aos produtores computar prejuízos com as lavouras. “Nesse sentido, todas as culturas enfrentaram problemas devido às intempéries durante o ciclo, fato que resultou em produtividades abaixo do esperado inicialmente, além de qualidade inferior do produto. Sem exceção, todas se enquadram nessa situação. Sendo assim, na próxima semana a Emater deverá divulgar uma aproximação final para a safra de inverno 2017 com as devidas observações. Em princípio, todas elas apresentam números negativos”, afirma o especialista.

De acordo com Pacheco, todos esses dados fazem prever a necessidade de importações da Argentina ao redor de 600 mil toneladas: “Porque sempre sai algum volume para SP, MG e GO e porque do Paraguai não virá nada”, conclui o analista da Trigo & Farinhas.

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