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Trigo enfrenta pressão de curto prazo

Os elementos positivos são neutralizados por fatores baixistas mais imediatos


Os elementos positivos são neutralizados por fatores baixistas mais imediatos Os elementos positivos são neutralizados por fatores baixistas mais imediatos - Foto: Canva

O mercado internacional de trigo atravessa um período de pressão no curto prazo, marcado por uma combinação de fatores fundamentais e técnicos que limitam reações mais consistentes nos preços. Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário atual segue dominado por ampla oferta global e redução de prêmios climáticos, o que mantém o viés defensivo nas cotações.

Entre os fatores de sustentação, a estimativa de redução de 5% na área plantada de trigo na Ucrânia para a safra 2026/27 introduz um componente estruturalmente altista, embora com efeito mais distante e incapaz de influenciar o mercado no curto prazo. A ausência de notícias concretas sobre um acordo de paz na guerra da Ucrânia continua dificultando o escoamento das safras da região do Mar Negro. A desvalorização do dólar frente ao euro também contribui para preservar a competitividade do trigo dos Estados Unidos no comércio internacional, enquanto as menores vendas externas da União Europeia reduzem a pressão competitiva de um dos principais concorrentes globais, ao lado da Rússia.

No entanto, esses elementos positivos são neutralizados por fatores baixistas mais imediatos. A recente queda das cotações na bolsa de Chicago foi impulsionada pela realização de lucros e pela redução do prêmio climático, após a confirmação de que a onda de frio não causou danos relevantes às lavouras nos Estados Unidos e no Mar Negro. Avaliações indicando o fim do frio intenso e a elevação das temperaturas na região reforçaram a percepção de normalidade produtiva. Do lado da oferta, as boas perspectivas de exportação da Rússia em fevereiro seguem pressionando o mercado, mantendo elevada a disponibilidade global no curto prazo.

A convergência entre fundamentos baixistas e uma estrutura técnica descendente reforça uma tendência lateral a baixista no curto prazo. Sem força para construir uma alta sustentável, o trigo tende a apresentar movimentos de recuperação limitados, mantendo o foco do mercado em gestão de risco, hedge e proteção de margens.
 

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