Trigo tem poucos negócios e atenção à qualidade
Em Santa Catarina, os moinhos estão abastecidos
Em Santa Catarina, os moinhos estão abastecidos - Foto: Canva
O mercado de trigo no Sul do país segue com poucos negócios, diferenças relevantes entre compradores e vendedores e atenção crescente à qualidade da nova safra, especialmente após episódios de chuva, geada e granizo. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul a cobertura para exportação voltou a cair, enquanto os valores oferecidos no mercado físico permanecem abaixo das expectativas dos vendedores.
No Estado gaúcho, moinhos interessados em comprar indicam cerca de R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto vendedores pedem R$ 1.500 e, na região de Vacaria, até R$ 1.600. Alguns negócios foram registrados a R$ 1.450 FOB. Para exportação, as ofertas estão próximas de R$ 1.270 por tonelada para dezembro, posto no porto, nível considerado pouco atrativo para os vendedores. A cobertura de Chicago recuou para R$ 1.367,75, após R$ 1.374,81 no dia anterior. Em Panambi, o preço de balcão subiu para R$ 72 por saca.
Nas lavouras gaúchas, as condições ambientais favoreceram o desenvolvimento em grande parte do Estado. Áreas mais precoces avançam para enchimento de grãos, com 44%, e maturação, com 5%, enquanto cultivos mais tardios permanecem principalmente entre desenvolvimento vegetativo, espigamento e floração. Geada e granizo causaram danos pontuais, e há registros de oídio, manchas foliares, ferrugens e giberela.
Em Santa Catarina, os moinhos estão abastecidos e os negócios são pontuais, próximos de R$ 1.520 FOB. Vendedores demonstram pouca disposição para negociar diante da expectativa de valorização. No Paraná, compradores indicam R$ 1.500 para trigo tipo 1 com entrega em setembro, R$ 1.450 para outubro e R$ 1.400 para novembro, enquanto vendedores falam em R$ 1.550 a R$ 1.600 FOB. As chuvas já provocaram perdas de qualidade, com relatos de baixos níveis de PH e falling, além de ocorrência de brusone e giberela.