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Triticultor tem a melhor renda já vista

Os produtores de trigo do Paraná e de São Paulo comemoram o melhor ano da história da comercialização do cereal


Os produtores de trigo do Paraná e de São Paulo comemoram o melhor ano da história da comercialização do cereal. O dinamismo do setor é influenciado pelos preços mundiais históricos e pelo o aumento da produtividade, beneficiada pelo clima favorável à lavoura da safra 2007/08. "Agora o preço do cereal compensou o custo de produção, o que é um fator histórico’’ disse o presidente da Cooperativa de Cascavel (Coopavel), Dilvo Grolli.

No município de Cascavel, situado no Oeste do Paraná - o maior produtor de trigo do Brasil - a rentabilidade do cereal é de 40% em média, em um período em que a safra está em plena colheita. "Cerca de 100% dos produtores estão colhendo e vão ter uma boa remuneração’’, diz.

A rentabilidade do trigo já é comparada às do milho e da soja, que é de 50% em média. "Mas só produtores que não venderam os grãos durante a colheita (entre fevereiro e março) conseguem obter essa remuneração, pois os que comercializaram no início a lucratividade era mínima’’, disse ele. Estima-se que só 25% dos agricultores seguraram a safra do milho para vender agora e a da soja, 30% em Cascavel.

Segundo ele, o custo de produção de trigo naquele município está em torno de R$ 400 a tonelada e o preço pago ao produtor chega a R$ 575 a tonelada, 60% mais que os R$ 360 obtidos na safra anterior. Geralmente o triticultor obtém prejuízo porque o preço não compensa o custo de produção. "Este ano os números não estão deixando o produtor chorar’’, brincou Grolli.

A produtividade do cereal está 40% maior em Cascavel, a 2,8 mil quilos por hectare, ante 2 mil quilos na safra anterior. Para o presidente da Coopavel, a escassez mundial do trigo vai se "perdurar" por no mínimo três anos. "Teremos que recuperar a produção e recuperar os estoques que hoje abaixo de 100 milhões’’, calcula.

O preço do trigo também anima o triticultor paulista. O produtor Getúlio Yokotobi, que há cinco anos cultiva o trigo em Pilar do Sul, próximo a Itapetininga, prevê obter um retorno de 80% nesta safra. Ele estima colher 3 mil sacas por hectare, em uma área de 500 hectares - diante de uma terra plantável de 650 hectares. "Estou em um esquema de rotação de cultura’’, explicou Yokotobi. O sócio da Cooperativa Agropecuária União (Coagru), com sede em Ubiratã (SP), Vilmar Trivilin, diz se tratar de um dos melhores para a venda do trigo. O preço da saca está a R$ 34,60 (R$ 567,4 a tonelada), 50% mais que o ano passado.

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