Trocar ou modernizar? A conta que desafia o produtor
A avaliação deve começar por manutenção, regulagem e funcionamento
A avaliação deve começar por manutenção, regulagem e funcionamento - Foto: Divulgação
A perspectiva de novas condições de financiamento recoloca a mecanização no centro das decisões do campo. Com margens pressionadas e crédito incerto, produtores avaliam se vale mais comprar uma máquina nova ou modernizar equipamentos existentes.
Com a proximidade do Plano Safra 2026/27, a Fertisystem recomenda que a escolha considere endividamento, estado da frota e retorno operacional. No ciclo 2025/26, foram destinados R$ 516,2 bilhões ao setor, sendo R$ 101,5 bilhões para investimentos, com taxas entre 8,5% e 13,5% ao ano.
Quando a plantadeira mantém estrutura em boas condições, um retrofit de 20% a 30% do valor do equipamento pode prolongar sua vida útil por dois ou três ciclos. Gastos acima de 50% podem indicar que a substituição é mais adequada.
A avaliação deve começar por manutenção, regulagem e funcionamento de dosadores e sistemas de monitoramento. A automação também pode ajustar a aplicação de fertilizantes e sementes conforme a necessidade de cada área, reduzindo desperdícios.
A compra de uma máquina nova tende a fazer mais sentido em frotas defasadas, com manutenção elevada, baixa capacidade operacional ou dificuldade de incorporar tecnologias. A decisão deve considerar planejamento financeiro e retorno esperado.
“A decisão de comprar uma máquina nova ou melhorar a existente tem muito mais a ver com a capacidade de investir e com o que o agricultor tem disponível hoje. Não é porque o dinheiro está mais acessível que a compra necessariamente faz sentido, tem que fazer conta”, afirma Rafael Luche, gerente executivo de negócios da empresa. “Como indústria, é importante que o mercado de máquinas novas avance, mas também precisamos ser transparentes. Se é o momento de investir em uma máquina nova, invista. Se ainda não é, vamos olhar para dentro de casa e ajustar”, conclui o especialista da FertiSystem.