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Ureia despenca após trégua no Oriente Médio

A desvalorização foi reforçada pela reabertura do Estreito de Ormuz


A desvalorização foi reforçada pela reabertura do Estreito de Ormuz A desvalorização foi reforçada pela reabertura do Estreito de Ormuz - Foto: Canva

O mercado internacional de fertilizantes segue marcado por forte volatilidade, com destaque para a queda acentuada das cotações da ureia e a manutenção da firmeza nos preços dos fosfatados. Os dados são da consultoria AZ Group, com base na CME.

A ureia registrou uma forte baixa após o acordo de trégua entre Irã e Estados Unidos, movimento que reduziu os riscos no Oriente Médio e influenciou diretamente as negociações. O preço FOB no Oriente Médio caiu para US$ 442 por tonelada, uma retração de US$ 290 por tonelada em relação ao pico de maio. Em mercados semelhantes, também houve recuos, com o FOB no Egito chegando a US$ 401 por tonelada e o CFR Brasil em US$ 505 por tonelada. Segundo o levantamento, negócios pontuais chegaram a ser fechados abaixo desses níveis, próximos de US$ 345 por tonelada FOB.

A desvalorização foi reforçada pela reabertura do Estreito de Ormuz, que liberou cerca de 1,5 milhão de toneladas de mercadorias retidas em portos e plantas de origem. Além disso, uma licitação da Índia para compra de ureia terminou com volume inferior ao esperado, contribuindo para aumentar a pressão sobre os preços. Apesar disso, a consultoria destaca que os estoques globais seguem limitados, estimados em 8,14 milhões de toneladas, fator que ainda oferece sustentação ao mercado.

No Brasil, as importações de ureia somaram 116 mil toneladas em maio, o menor volume para o mês desde 2016. No acumulado do ano, o total alcança 1,5 milhão de toneladas, cerca de 36% abaixo da média histórica, refletindo cautela nas compras e a busca por alternativas de fornecimento.

Enquanto a ureia recuou, os fosfatados mantiveram trajetória de alta. O MAP FOB de Tampa avançou para US$ 782 por tonelada, apoiado pela baixa disponibilidade de oferta e pela demanda sustentada, especialmente da Índia, apontada como principal suporte para os preços.
 

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