Valorização do boi favorece reforma de pastagens
O preço do bezerro também reforça o cenário
O preço do bezerro também reforça o cenário - Foto: Canva
A valorização do boi gordo e do bezerro melhorou a relação de troca para a pecuária e tornou 2026 um período mais favorável para investimentos na reforma de pastagens. O movimento ocorre mesmo com custos ainda elevados de implantação, já que o preço dos animais avançou em ritmo superior ao das principais despesas.
Levantamento baseado em boletins do IFAG aponta que o custo nominal da reforma, incluindo preparo do solo, corretivos, fertilizantes e sementes, ficou em cerca de R$ 4,7 mil por hectare em 2026, ante R$ 5,4 mil em 2022. No mesmo período, a arroba do boi gordo passou de aproximadamente R$ 210 para R$ 330.
“Embora representem o menor custo, as sementes são protagonistas no sucesso do estabelecimento das pastagens. Por isso, a Semembrás possui um rigoroso processo, desde o campo até a indústria, para garantir o alto padrão de qualidade das sementes produzidas”, afirma Hemython Luis Bandeira do Nascimento, engenheiro agrônomo, doutor em Zootecnia e gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da empresa.
Segundo análise da Semembrás, o custo da reforma convertido em arrobas caiu de cerca de 20 @/ha em 2022 para 11,9 @/ha em 2026. Quando o investimento é diluído em cinco anos, o peso anual recua para aproximadamente 2,38 @/ha.
O preço do bezerro também reforça o cenário, alcançando cerca de R$ 3,6 mil em 2026. Para o pecuarista, a orientação é priorizar áreas com maior potencial de retorno, realizar análise de solo e planejar antecipadamente a compra de insumos. A avaliação é que a melhora da relação de troca amplia a possibilidade de recuperar áreas degradadas e elevar a produtividade por hectare. “Diante de um cenário de valorização do boi e do bezerro, aproveitar essa janela pode significar não apenas recuperar o pasto, mas aumentar a produtividade e diluir o custo da arroba produzida ao longo dos próximos anos”, finaliza.