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RS terá vazio sanitário da soja de julho a setembro

Medidas buscam conter ferrugem asiática no estado


Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta sexta-feira (10), por meio da Portaria nº 1.579/2026, as datas do vazio sanitário da soja no Rio Grande do Sul, definido entre 3 de julho e 30 de setembro. O calendário de semeadura terá início em 1º de outubro de 2026 e se estenderá até 28 de janeiro de 2027.

Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), os períodos seguem o mesmo padrão adotado nas duas últimas safras. “Os períodos de vazio sanitário e calendário de semeadura publicados pelo Mapa foram mantidos iguais nas últimas duas safras, sendo repetidos na próxima. Trata-se da consolidação de importante instrumento de manejo do patógeno no Estado, integrando defesa agropecuária e setor produtivo no enfrentamento à doença.”, afirmou o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti.

O estado mantém ainda o programa “Monitora Ferrugem”, que realiza o acompanhamento de esporos da doença nas regiões produtoras. De acordo com a Seapi, o sistema identifica a presença de esporos associada às condições meteorológicas e gera mapas que indicam o risco de ocorrência da ferrugem asiática da soja, auxiliando técnicos e produtores na tomada de decisão e na adoção de medidas de manejo.

A ferrugem asiática é considerada uma das principais doenças da cultura da soja, com potencial de causar perdas entre 10% e 90% da produção, dependendo das condições. A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

O vazio sanitário tem como objetivo reduzir a presença do fungo nas lavouras. Durante o período mínimo de 90 dias, não é permitido o plantio nem a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento nas áreas monitoradas. A medida busca limitar a sobrevivência do patógeno entre as safras e reduzir riscos para o ciclo seguinte.

Já o calendário de semeadura, adotado após o vazio sanitário, tem como finalidade organizar o período de plantio e contribuir para o manejo da doença, reduzindo a necessidade de aplicações de fungicidas e o risco de resistência. A medida integra as ações do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).

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