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Vendas externas de carnes tiveram queda generalizada em agosto

Considerada a evolução dos preços médios, conclui-se que as quedas observadas não estão relacionadas apenas ao menor número de dias do mês


Uma boa desculpa é dizer que o mês “foi quase 10% mais curto, teve menos embarques” (21 dias úteis, contra 23 dias úteis em julho). Mas a verdade é que em agosto as exportações brasileiras voltaram a registrar novo e generalizado recuo – no volume, no preço médio e, por decorrência, também na receita cambial. Assim, comparativamente ao mês anterior, a receita das três carnes retrocedeu 8,8% e o volume embarcado 9,5%. E só as carnes bovina e de frango obtiveram acréscimo (muito pequeno) no preço médio (de 4,6% e de 0,8%, respectivamente). O da carne suína caiu 8,7%.

Considerada a evolução dos preços médios, conclui-se que as quedas observadas não estão relacionadas apenas ao menor número de dias do mês. Podem, por exemplo, indicar o esgotamento de uma “bolha de consumo”, já que os embarques atuais (média de 393,5 mil toneladas no bimestre julho-agosto) são 7% inferiores à média registrada no segundo trimestre do ano (422,4 mil toneladas/mês entre abril e junho).

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