Vender agora ou esperar? Soja entra em zona decisiva
A estratégia central é vender uma parcela
A estratégia central é vender uma parcela - Foto: Pixabay
A forte volatilidade da soja exige cautela nas decisões de comercialização, com estratégias voltadas à proteção de margens e à redução da exposição a movimentos bruscos dos preços. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, a recomendação é evitar posições concentradas e trabalhar com vendas, compras e coberturas de forma escalonada.
Para agricultores com soja disponível, a orientação é negociar entre 25% e 30% do estoque nos níveis atuais ou em eventuais repiques. Outros 20% a 25% podem ser destinados a vendas caso Chicago retorne à faixa de 1.320 a 1.330 cents por bushel, mantendo o restante para uma possível recuperação sustentada pelas compras chinesas. Produtores com custos já cobertos também podem aproveitar oportunidades para fixar parte das margens quando a combinação entre Chicago, prêmio e câmbio for favorável.
O suporte de 1.240 cents por bushel é apontado como referência importante. Caso seja preservado, a queda poderá continuar caracterizada como correção após a forte valorização. Uma perda consistente desse nível aumenta o risco de recuo para 1.160 a 1.165 cents. Já o retorno acima de 1.320 a 1.330 cents pode reativar o movimento de alta.
Para cooperativas e cerealistas, a indicação é evitar estoques especulativos elevados, trabalhar com proteção em Chicago ou B3 e aproveitar repiques para ampliar a cobertura das posições físicas. Indústrias esmagadoras podem usar as correções para antecipar compras, também de maneira fracionada, com atenção às margens proporcionadas pelo farelo e pelo óleo.
A estratégia central é vender uma parcela, proteger margens e manter parte da posição aberta. A TF avalia que a pressão da safra americana recomenda prudência, mas a força das compras chinesas ainda pode limitar as quedas e sustentar uma recuperação no médio prazo.