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Viagem técnica aproxima o produtor brasileiro das potências globais do agronegócio

Rotas conectam o produtor brasileiro ao topo da indústria agrícola mundial


Foto: Divulgação

Especialista em agroviagens à frente da V.Agro, Junior Vandresen já liderou mais de 40 grupos e levou cerca de mil produtores rurais brasileiros a 12 países. A missão mais recente, realizada no Reino Unido e na França, mostra como ele transforma visitas técnicas em experiências de conhecimento, relacionamento e conexão direta com as principais potências mundiais do maquinário agrícola.

Há 16 anos organizando missões técnicas internacionais para o agronegócio, Junior Vandresen, especialista em agroviagens e fundador da V.Agro Agroviagens, liderou, em junho, mais um grupo de produtores rurais — desta vez em uma imersão de 11 dias pelo Reino Unido e pela França, com visitas às fábricas da JCB e da Massey Ferguson.

A viagem, realizada entre os dias 14 e 25 de junho, é um retrato do modelo de trabalho que ele desenvolveu ao longo de mais de duas décadas de atuação no turismo, sendo os últimos 16 anos dedicados especificamente a conectar o produtor brasileiro à indústria global de máquinas agrícolas.

De uma formação em Turismo a mais de mil produtores atendidos

Formado em Turismo em 2004, Junior Vandresen soma hoje 26 anos de atuação no setor, dos quais 16 dedicados à liderança de missões técnicas internacionais para o agronegócio. Sua trajetória, segundo material institucional da V.Agro, inclui mais de 40 grupos organizados e aproximadamente mil empresários atendidos, com viagens que já levaram produtores brasileiros a 12 países em três continentes — entre eles Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, Argentina, Paraguai, Uruguai e China.

Ao longo de sua trajetória no segmento de agroviagens, Vandresen já conduziu produtores rurais brasileiros em visitas a fabricantes como John Deere, Massey Ferguson, JCB, Case IH, AGCO, Claas, Lovol, New Holland, Fendt, Valtra e Deutz-Fahr, além de acompanhar grupos em feiras internacionais de referência, como Agritechnica, EIMA International, Farm Progress Show, China Import and Export Fair e Ciame. É dentro dessa jornada que se encaixa a mais recente missão, batizada de “Europe Experience — Reino Unido & França”, realizada para um grupo de produtores mato-grossenses.

A viagem que ilustra o método: dos portões da fábrica ao dono que “está disponível

Um dos pontos que Vandresen faz questão de destacar sobre seu trabalho são as oportunidades que consegue proporcionar aos grupos dentro das próprias fábricas.

Na viagem mais recente, o grupo teve acesso a cinco das mais de 11 unidades que a JCB mantém no Reino Unido, incluindo plantas na Inglaterra e no País de Gales, além da fábrica da Massey Ferguson em Beauvais, na França. Segundo o roteiro técnico da viagem, o grupo passou três noites em Rocester, sede da JCB, onde visitou a matriz corporativa e as áreas de WPC, Cabs e Power Systems. Depois, seguiu para Paris, de onde se deslocou para conhecer a fábrica da Massey Ferguson, com direito a almoço no próprio local e visita a uma propriedade agrícola.

Para o especialista, esse tipo de acesso revela algo sobre o caráter das empresas visitadas que nenhum catálogo consegue mostrar. “É uma empresa que tem um dono. É uma empresa que, se precisar falar com o dono, ele estará disponível e vai atender”, afirmou Vandresen sobre a JCB, destacando que a companhia britânica ainda mantém controle familiar. Segundo ele, a Massey Ferguson, com forte presença industrial na região de Paris — nas proximidades da cidade de Beauvais —, mantém um perfil semelhante de proximidade com os visitantes.

A percepção de grandiosidade também foi destacada pelos produtores que participaram da missão. Para Irio Dalmaso, produtor rural de Sapezal (MT), a viagem superou as expectativas e ampliou sua compreensão sobre a marca.

“Primeiramente, quero agradecer pelo convite. Essa viagem está sendo maravilhosa e, na verdade, uma grande escola. Tudo o que estamos conhecendo aqui é fora de série. Eu não imaginava que seria tão grandioso. Já conhecia as máquinas, sou cliente da JCB, mas visitar a fábrica nos faz entender muito mais sobre como esses equipamentos são produzidos. É um conhecimento extraordinário”, afirmou.

Segundo ele, conhecer a origem dos equipamentos muda a forma como o produtor enxerga o investimento feito no Brasil. “É aqui que a gente realmente conhece aquilo que está adquirindo. Ver a fábrica de perto nos dá ainda mais confiança e a certeza de que estamos investindo em um produto de qualidade”, completou.

Muito mais do que turismo”: o diferencial que o especialista oferece

Vandresen é categórico ao afirmar que suas viagens têm um propósito que vai além do lazer. “É muito mais do que turismo”, disse, ao explicar que a organização de cada missão envolve contato direto com as equipes das fábricas no destino, que se preparam especificamente para receber os grupos brasileiros — muitas vezes com intérpretes de português disponíveis durante as visitas e conteúdos audiovisuais legendados ou dublados no idioma.

“O que nenhuma feira, nenhum catálogo e nenhum site mostram é essa vivência, esse contato e esse relacionamento que o produtor tem diretamente com o pessoal da fábrica”, afirmou. Segundo ele, os grupos costumam ser recebidos por diretores regionais que já conhecem o mercado e o perfil do produtor brasileiro, o que possibilita tanto a troca de dúvidas quanto a apresentação, pelas fabricantes, de seus planos futuros para os equipamentos.

Para Pablo Tenroller, produtor rural de Sapezal (MT), a visita também foi importante para compreender melhor a estrutura industrial da JCB e a forma como a empresa controla a produção de seus equipamentos.

“A gente já conhecia a JCB no Brasil, mas tinha uma visão mais voltada para as carregadeiras. Quando chegamos aqui e conhecemos as fábricas, percebemos que a empresa produz grande parte dos próprios componentes. Isso transmite ainda mais confiança na qualidade e na robustez dos equipamentos, que realmente são diferenciados”, afirmou.

O produtor também destacou a importância da disponibilidade das máquinas para a realidade do campo brasileiro. Segundo ele, no agronegócio, o equipamento precisa responder com agilidade nos momentos mais críticos da operação.

“No agro, a máquina precisa estar disponível o tempo todo. Trabalhamos com janelas curtas de plantio e colheita, então o equipamento não pode parar. A operação precisa ser ágil e eficiente, principalmente durante a safra. Ter máquinas robustas e confiáveis faz toda a diferença para garantir produtividade no campo”, avaliou.

O networking como parte do produto

Outro elemento central no método de trabalho de Vandresen é a construção de relacionamento entre os próprios integrantes do grupo — parte do que ele considera o verdadeiro valor de uma missão técnica. Segundo o especialista, o processo de aproximação entre os participantes começa ainda no Brasil, cerca de uma semana antes do embarque, por meio de uma reunião on-line em que o grupo se apresenta e “quebra o gelo” antes da viagem.

“Há muita troca de informação, e isso é muito interessante porque a viagem não se limita somente às visitas técnicas”, afirmou. De acordo com ele, boa parte dessas trocas acontece de forma espontânea — no aeroporto, dentro do ônibus, após as visitas técnicas ou mesmo durante os jantares organizados ao longo do roteiro, como os que aconteceram em Rocester e em Paris.

Segundo o itinerário da viagem, o roteiro incluiu ainda uma passagem pela região de Champagne, com visita à Champagne Dom Caudron e à propriedade agrícola In Essuilles. “Esse é um ponto muito importante: o networking entre os próprios produtores que compõem o grupo de viagem”, resumiu.

Um roteiro pensado nos detalhes

Por trás da experiência apresentada aos produtores, Vandresen descreve uma estrutura logística planejada com antecedência: cardápios de restaurantes traduzidos previamente, guias locais para as atividades turísticas e culturais, hotéis estrategicamente localizados para deslocamentos a pé e check-in antecipado dos grupos.

“A gente sempre trabalha com empresas renomadas, conhecidas”, disse, ao explicar que as visitas técnicas costumam ser concentradas no período da manhã — estratégia usada, entre outros motivos, por causa das temperaturas elevadas registradas na região da França durante a última viagem, que chegaram a 42°C, com sensação térmica de até 46°C.

A organização da experiência também foi destacada por Roberto Choquetta, produtor rural de Campo Novo do Parecis (MT). Depois de conhecer de perto a estrutura da JCB no Reino Unido, ele afirmou que a visita mudou sua percepção sobre a marca.

“As impressões são as melhores possíveis. Nós já temos uma máquina da JCB na propriedade e conhecíamos a marca no Brasil, mas não imaginávamos a dimensão da estrutura que ela tem aqui. Ver de perto que a empresa fabrica praticamente todos os componentes dos seus equipamentos nos dá ainda mais confiança na qualidade do produto”, afirmou.

Para Choquetta, acompanhar o processo produtivo foi um dos pontos altos da missão. “O que vimos aqui nos deixou bastante animados. Conhecer todo o processo de fabricação, desde a produção das peças até a montagem final das máquinas, foi uma experiência muito enriquecedora”, destacou.

Ele também ressaltou o cuidado com a condução da viagem e a receptividade ao grupo. “Quero destacar toda a organização da viagem, o atendimento e a recepção que tivemos durante esses dias. Voltamos para o Brasil levando uma experiência excelente e uma visão diferente sobre a marca. Depois de visitar uma estrutura como essa, nosso conceito muda e passamos a enxergar novas possibilidades para o futuro”, completou.

Para quem é esse tipo de viagem, segundo o especialista

Ao avaliar o perfil de produtor que busca esse tipo de experiência, Vandresen afirma que a viagem é voltada para quem tem disposição para aprender e crescer. “Somente o produtor que realmente tem a cabeça aberta, o produtor que quer crescer, o produtor que não está tranquilo com a atual situação, esse produtor, sim, vai buscar uma viagem como essa”, afirmou.

Segundo ele, cada roteiro é montado de acordo com o perfil e os objetivos de cada empresa ou grupo, podendo ter como destino também os Estados Unidos ou países da Ásia. O compromisso, segundo o especialista, é sempre o mesmo: unir tecnologia, indústria e relacionamento em uma única experiência.

O próximo destino já tem data: 10 a 18 de Novembro EIMA 2026, Agrolink Tour pela Itália, peça mais informações aqui.

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