Bula 2,4-D Super Amine SG - Rainbow Defensivos

Bula 2,4-D Super Amine SG

2,4-D
42318
Rainbow Defensivos

Composição

Equivalente ácido de 2,4-D 800 g/kg
2,4-D 975 g/kg

Classificação

Herbicida
1 - Produto Extremamente Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Sistêmico, Seletivo, Hormonal

Tipo: Balde.
Material: Metálico/Plástico.
Capacidade: 1,0; 2,0; 2,5; 5,0 kg.
Tipo: Bombona.
Material: Metálico/Plástico.
Capacidade: 1,0; 2,0; 2,5; 5,0 kg.
Tipo: Frasco.
Material: Metálico/Plástico.
Capacidade: 0,1; 0,2; 0,25; 0,5; 1,0; 2,0; 2,5; 5,0 kg.
Tipo: Galão.
Material: Metálico/Plástico,
Capacidade: 2,0; 2,5; 5,0 kg.
Tipo: Pote.
Material: Metálico/Plástico,
Capacidade: 0,1; 0,2; 0,25; 0,5; 1,0; 2,0; 2,5; 5,0 kg.
Tipo: Saco.
Material: Aluminizado/Plástico/Papel revestido com polietileno.
Capacidade: 0,1; 0,2; 0,25; 0,5; 1,0; 2,0; 2,5; 5,0; 10; 15; 20; 25; 50 kg.
Tipo: Saco.
Material: Hidrossolúvel.
Capacidade: 0,25; 0,5; 1,0 kg.

PREPARO DA CALDA, APLICAÇÃO, CULTURA, MODO, EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO E VOLUME DE CALDA:

Preparação da calda: A quantidade necessária de 2,4-D SUPER AMINE SG deve ser adicionada ao tanque de pulverização. Em caso de embalagens hidrossolúveis, as mesmas devem ser adicionadas diretamente no tanque de pulverização, obedecendo às doses recomendadas. Encher o tanque do pulverizador até um nível aproximadamente de 20% do total. Adicionar quantidade necessária do produto ou as embalagens hidrossolúveis correspondentes, permitindo que as mesmas fiquem de molho durante 3 minutos, enquanto se adiciona água até metade da capacidade do tanque. Ao atingir a metade do pulverizador, iniciar a agitação da calda. Então, completar a capacidade do tanque, sob agitação constante, para perfeita dissolução das embalagens hidrossolúveis e do produto. Nota: Antes da aplicação de 2,4-D SUPER AMINE SG o equipamento de pulverização deve estar limpo e bem conservado, procedendo então à calibragem do equipamento com água para a correta pulverização do produto.

Aplicação: Após a dissolução, 2,4-D SUPER AMINE SG deve ser aplicado por pulverização em equipamento tratorizado. O volume de calda pode variar em função da modalidade de tratamento, da área efetivamente tratada, do porte e da densidade das invasoras. O produto deve ser aplicado exclusivamente com equipamento tratorizado com barra, de modo a providenciar uma boa cobertura de pulverização nas plantas infestantes. Nas culturas de: Arroz, Café, Cana-de-açúcar, Milho, Soja e Pastagem usar volume de calda, conforme descrito na tabela abaixo: Cultura Modo de Aplicação Equipamento de Aplicação

Volume de Calda (L/ha) Arroz
Terrestre Tratorizado
100 - 200
Café Milho Soja Cana-de-açúcar
200 - 300
Pastagem

Aplicação Tratorizada:
• Bicos: Utilize bicos tipo leque série 80 ou 100 cm2 que gerem gotas médias ou grossas de forma a minimizar os riscos com deriva; • Vazão: 100 - 300 L/ha;
• Pressão: 2,15 a 4,3 Kg/cm2 (30 a 60 lb/pol2). A pressão deverá ser selecionada em função do volume de calda e da classe de gotas;
• Tamanho de gotas: médias (M) ou grossas (G);
• Densidade de gotas: mínimo de 30 gotas/cm2;

Condições climáticas: Os valores devem ser sempre as médias durante os tiros de aplicação, e não valores instantâneos.
• Temperatura máxima: 25°C;
• U.R. mínima: 55%; • Velocidade máxima do vento: 10 Km/h (3 m/s);
• Clima: observações locais deverão ser realizadas visando reduzir ao máximo as perdas por volatilização ou deriva.

Gerenciamento da deriva: O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de
pulverização (independente dos equipamentos utilizados para a pulverização, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva) e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). A presença de culturas sensíveis nas proximidades, condições climáticas, equipamentos de pulverização e infestação podem afetar o gerenciamento da deriva. O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar. Evitar a deriva é responsabilidade do aplicador. Para se evitar a deriva aplicar com o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência. A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa cobertura e controle (> 150 a 200 µm). Aplicando gotas de diâmetro maior reduz-se o potencial de deriva, mas não a previne se as aplicações forem feitas de maneira imprópria ou sob condições ambientais desfavoráveis. Consulte um engenheiro agrônomo. Não permitir que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes d’água, criações e áreas de preservação ambiental. As condições de aplicação poderão ser alteradas de acordo com as instruções do Engenheiro Agrônomo ou técnico responsável, mediante uso de tecnologia adequada.

Controlando o diâmetro de gotas - Técnicas Gerais:
• Volume: Use bicos de vazão maior para aplicar o volume de calda mais alto possível, considerando suas necessidades práticas. Bicos com uma vazão maior produzem gotas maiores.
• Pressão: Use a menor pressão indicada para o bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração na cultura. Quando maiores volumes forem necessários, use bicos de vazão maior ao invés de aumentar a pressão. • Tipo de bico: Use o tipo de bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Na maioria dos bicos, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de bicos de baixa deriva.

Inversão Térmica: O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação de temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr-do-sol e frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina ao nível do solo. No entanto, se não houver neblina, as inversões podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indica a presença de uma inversão térmica; enquanto que, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento ascendente, há indicação de um bom movimento vertical do ar.

Limpeza do equipamento de aplicação: Antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil. Proceda a lavagem com solução a 3% de amoníaco ou soda cáustica, deixando-a no tanque por 24 horas. Substituí-la depois por solução de carvão ativado a 3 g/L em água e deixar em repouso por 1 ou 2 dias, lavando em seguida com água e detergente. Descartar a água remanescente de lavagem por pulverização nas bordaduras das lavouras, em local onde não atinja culturas sensíveis ao 2,4-D. Recomenda-se fazer um teste de fitotoxicidade em culturas sensíveis ao 2,4-D, tais como curcubitáceas, tomate ou algodão, antes de usar o equipamento para pulverização de outros produtos. Preferencialmente, utilizá-lo unicamente para aplicação de 2,4-D ou formulações que o contenham.


INTERVALO DE SEGURANÇA:

Cultura Intervalo de Segurança
Arroz (1)
Café 30 dias
Cana-de-açúcar (2)
Milho (3)
Soja (5)
Pastagem (4)
Observações: (1) Intervalo de segurança não determinado por ser de uso até a fase de emborrachamento.
(2) Intervalo de segurança não determinado por ser de uso em pré e pós-emergência até três messes após o plantio ou corte. (3) O intervalo de segurança para o milho convencional é não determinado por ser de uso desde a fase de pré-emergência até o milho atingir altura de 25 cm.
(4) Intervalo de Segurança não determinado.
(5) Uso permitido somente em pré-plantio.
O intervalo de segurança para a cultura da soja é não determinado quando o agrotóxico for aplicado em pós-emergência das plantas infestantes e pré-emergência da cultura.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS TRATADAS: Não entre em área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:
• Uso exclusivo para culturas agrícolas.
• O produto deve ser utilizado somente nas culturas para as quais está registrado, observando o intervalo de segurança para cada cultura.
• Não aplicar o produto 2,4-D SUPER AMINE SG quando houver a possibilidade de atingir diretamente, ou por deriva, espécies de plantas úteis suscetíveis, tais como: culturas dicotiledôneas, hortaliças, ornamentais, bananeiras.
• Todo equipamento usado para aplicar 2,4-D SUPER AMINE SG deve ser descontaminado antes de outro uso. Recomenda-se, se possível, utilizá-lo exclusivamente para aplicações com formulações que contenham 2,4-D.
• O produto pode apresentar fitotoxicidade para cereais quando a aplicação é feita antes do perfilhamento ou após a elongação, e para o milho quando a aplicação é feita fora do período recomendado.
• O produto em contato com sementes pode inibir sua germinação.
• 2,4-D SUPER AMINE SG não deve ser misturado com óleos, espalhantes adesivos e outros adjuvantes, pois isso diminui a seletividade do produto. • Aplicar apenas sobre plantas infestantes em estádio de crescimento ativo, não submetidas a qualquer “stress” como frio excessivo, seca ou injúrias mecânicas.
• Para uso na cultura do milho, verificar junto às empresas produtoras de sementes a existência de cultivares sensíveis ao 2,4-D.
• Para uso na entrelinha da cultura do café, fazê-lo de modo a não permitir o contato do produto com as folhas da cultura, utilizando equipamento apropriado para a aplicação na entrelinha.
• Para a cultura da soja, seu uso é permitido somente em pré-plantio.
• Não aplicar em plantas infestantes com altura superior a 10 cm e número de folhas maior que 10.
• Em cereais durante o inverno, em temperatura baixa, o efeito do produto pode ser mais lento, o que pode levar a resultados insatisfatórios, especialmente em época chuvosa.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS: (Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS)

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS: (Vide Modo de aplicação)

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE: (Vide DADOS RELATIVOS A PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃODAS EMBALAGENS VAZIAS: (Vide DADOS RELATIVOS A PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: (Vide DADOS RELATIVOS A PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE)

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

Quando herbicidas com o mesmo modo de ação são utilizados repetidamente por vários anos para controlar as mesmas espécies de plantas infestantes nas mesmas áreas, biótipos resistentes de plantas infestantes, de ocorrência natural, podem sobreviver ao tratamento herbicida adequado, propagar e passar a dominar a área. Esses biótipos resistentes de plantas infestantes podem não ser controlados adequadamente. Práticas culturais como cultivo, prevenção de escapes que cheguem a sementear, e uso de herbicidas com diferentes modos de ação na mesma safra ou entre safras, pode ajudar a retardar a proliferação e possível dominância de biótipos de plantas infestantes resistentes a herbicidas. Como prática de manejo da resistência de plantas daninhas e para evitar alguns problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo O para o controle do mesmo alvo, quando apropriado;
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com as recomendações descritas na bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo da resistência, bem como para orientação técnica da aplicação de herbicidas. Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultadas e, ou, informados para a Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), para a Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO O Herbicida

O produto 2,4-D SUPER AMINE SG é composto por 2,4-D, que apresenta mecanismo de ação dos mimetizadores de auxina, pertencente ao Grupo O, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).