Bula Ankara 350 SC

CI
Tiodicarbe
18221
ANASAC Brasil

Composição

Tiodicarbe 350 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea/Tratamento de sementes
Inseticida
3 - Produto Moderadamente Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Contato, Ingestão

Tipo: Balde
Material: Plástico
Capacidade: 20 L

Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 5 L

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 1 L.

INSTRUÇÕES DE USO

O produto é um inseticida principalmente de ingestão, mas também com limitada ação de contato. Pertence ao grupo químico metilcarbamato de oxima, indicado para o controle de pragas na forma de pulverizações foliares das culturas de algodão, milho e soja, e, através de tratamento de sementes nas culturas de arroz, feijão e milho.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

APLICAÇÃO

FOLIAR ALGODÃO

Realizar no máximo duas aplicações do produto comercial por ciclo da cultura.
Curuquerê: aplicar quando a infestação atingir duas lagartas por planta.
Lagarta-das-maçãs: iniciar as aplicações quando constatado 10% de infestação, ou seja, 1 lagarta por 10 plantas. O produto aplicado na dose de 0,4 – 0,8 L/ha apresenta ação ovicida, contra ovos de lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens).

MILHO

Realizar no máximo duas aplicações do produto comercial por ciclo da cultura. Aplicar o produto no início da infestação da praga com as lagartas no estádio inicial de desenvolvimento (do 1º ao 3º íinstares) e repetir se necessário.

SOJA

Realizar no máximo duas aplicações do produto comercial por ciclo da cultura. Recomenda-se iniciar o controle quando:

Lagartas: controlar quando encontrar 40 lagartas grandes (maiores que 1,5 cm) por amostragem ou se o desfolhamento médio for superior a 30% antes do florescimento, ou 15% depois do florescimento da soja.

Broca-das-axilas: controlar até a formação das vagens quando 30 % das plantas estiverem com ponteiros atacados. Utilizar a dose menor nas culturas menos desenvolvidas.

MODO DE APLICAÇÃO

Este produto pode ser aplicado com equipamentos costais manuais ou motorizado, tratorizado e aeronaves agrícolas. Os aparelhos devem ser equipados com bicos de jato cônico vazio da série D ou similar com difusor ou core adequado de modo a se obter uma deposição satisfatória de gotas sobre o alvo desejado (folhas e lagartas), com exceção para a cultura do milho, para a qual deverá ser utilizado bicos de jato plano (leque).
Nas aplicações com avião do tipo Ipanema (qualquer modelo) poderão ser utilizadas barras de pulverização com um total de 40-42 bicos, fechando-se 4 a 5 bicos nas extremidades das asas para evitar a influência e arraste das gotas pelos vórtices das asas. É indispensável a utilização dos bicos existentes em número de 8 abaixo da fuselagem ou barriga do avião. Os bicos deverão trabalhar na angulação de 90º a 180º e os rotativos tipo MICRONAIR trabalharão com as pás num ângulo de 35º a 50º graus em relação à linha de voo, e de acordo com as variações das condições climáticas locais durante a aplicação, e de maneira a se obter uma distribuição de gotas com uma VMD entre 110 e 150 micra e um mínimo de 40 a 50 gotas/cm² com volume de calda de 30 a 40 L/ha. A faixa de deposição será de 15 metros e uma altura de vôo de 4-5 metros em relação ao alvo de deposição.
Pressão de trabalho: 15-30 psi.

Condições climáticas

Temperatura máxima de 27ºC, umidade relativa do ar mínima de 70% e velocidade do vento máxima de 10 km/hora (3 m/seg). Nas aplicações terrestres, aplicar um volume de calda suficiente para uma boa cobertura da planta tratada sem o escorrimento do produto nas folhas. Aplicar de 200 a 400 L de calda/ha. Em milho, o bico plano deve ser dirigido sobre o cartucho das plantas permitindo uma melhor penetração da calda no local de ocorrência da praga. Posicionar os bicos no sentido da linha de plantio da cultura o que permitirá colocação máxima de calda no local de ocorrência da praga.

Pressão de Trabalho

Equipamentos costais: 50-60 psi.

Equipamentos tratorizados: 80-100 psi. Condições climáticas: Temperatura máxima de 27 ºC. Umidade relativa do ar mínima de 55%, e velocidade do vento máxima de 10 km/hora (3 m/s). Observar que a condição mais importante é a umidade relativa do ar, pois será o maior influenciador na maior ou menor evaporação das gotas de pulverização. Gotas grandes ocasionarão deposição irregular, escorrimento do produto nas folhas. Gotas finas terão deriva maior ou não atingirão o alvo desejado ocasionando perdas do produto e poluição do meio ambiente.

TRATAMENTO DE SEMENTES

ARROZ

Deve-se aplicar a quantidade de 1,5 litros do produto homogeneamente em 100 kg de sementes. Realizar uma mistura homogênea do produto às sementes, por um período de no mínimo 10 minutos em tambor giratório, betoneiras, pá sobre lonas ou equipamentos específicos para essa modalidade de uso.

FEIJÃO

Deve-se aplicar a quantidade de 1,5 litros do produto homogeneamente em 100 kg de sementes. Realizar uma mistura homogênea do produto às sementes, por um período de no mínimo 10 minutos em tambor giratório, betoneiras, pá sobre lonas ou equipamentos específicos para essa modalidade de uso.

MILHO: Deve-se aplicar a quantidade de 2,0 litros do produto homogeneamente em 100 kg de sementes. Realizar uma mistura homogênea do produto às sementes, por um período de no mínimo 10 minutos em tambor giratório, betoneiras, pá sobre lonas ou equipamentos específicos para essa modalidade de uso.

MODO DE APLICAÇÃO

Observação para tratamento de sementes: agitar a embalagem do produto antes da aplicação da dose recomendada à quantidade de sementes Indicada. Aplicar o produto diretamente sobre as sementes. Utilizar tambor rotativo, pá sobre lonas, betoneiras ou equipamentos específicos para esse fim. Colocar as sementes no tambor, ou outro equipamento especifico, e adicionar a metade da dose, misturar bem a seguir adicionar o resto do produto, misturando novamente. Retirar as sementes e deixa-las secar à sombra.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

As sementes tratadas devem ser utilizadas única e exclusivamente para o plantio, não podendo ser destinadas para o consumo humano ou animal. Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula. Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas indicadas. Fitotoxicidade para a cultura indicada: respeitadas as doses e o modo de aplicação, o produto não apresenta restrições.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

GRUPO 1A INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. O inseticida pertence ao Grupo 1A (inibidores de acetilcolinesterase) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade do produto como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência. Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
- Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 1A. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo;
- Usar este ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias;
- Aplicações sucessivas podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo;
- Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas;
- Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização deste ou de outros produtos do Grupo 1A quando for necessário;
- Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
- Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
- Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).




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