Companion Maxx WP CI

Geral
Nome Técnico:
Bacillus amyloliquefaciens
Registro MAPA:
35625
Empresa Registrante:
Lemma
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Bacillus amyloliquefaciens Cepa ENV503 (5,9 x 10⁹ UFC/g p. c.) 115 g/kg
Classificação
Técnica de Aplicação:
Terrestre, Aérea, Tratamento de Sementes
Classe Agronômica:
Fungicida, Nematicida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Pó molhável (WP)
Modo de Ação:
Agente biológico de controle, Microbiológico
Agricultura Orgânica:
Não

Indicações de Uso

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade

INSTRUÇÕES DE USO:

Companion® Maxx WP é um fungicida e nematicida microbiológico com ação protetora e indutor de resistência.
Como fungicida atua como protetor apresentando baixo risco quando considerada a capacidade de ocorrência de resistência de fungos ao fungicida. Os lipolipídeos produzidos pelo microrganismo Bacillus amyloliquefaciens cepa ENV503 atuam na membrana celular das estruturas reprodutivas dos fungos fitopatogênicos, produzindo rupturas, ocasionando sua deformação e atuam também como indutor de resistência (RSI - Resistência Sistêmica Induzida). Nesta classe Companion® Maxx WP está indicado para o biocontrole das doenças Phakopsora pachyrhizi (Ferrugem-da-soja), Sclerotinia sclerotiorum (Mofo-branco) via aplicação foliar e Rhizoctonia solani (Tombamento) via tratamento de sementes.
Como nematicida o Bacillus amyloliquefaciens cepa ENV503 atuam como barreira física/exclusão via biofilme, Lipopeptídeos excretados no biofilme e RSI (Resistência Sistêmica Induzida). O microrganismo coloniza o sistema radicular das culturas, promovendo a proteção desde a fase inicial da planta, formando um biofilme ao redor da raiz atuando no controle dos nematoides. Nesta classe Companion® Maxx WP está indicado para o controle Pratylenchus brachyurus (nematóide-das-lesões -radiculares) via tratamento de sementes e também via aplicação no sulco de plantios. Companion® Maxx WP é uma ferramenta que complementa o manejo integrado de doenças e nematoides em diferentes culturas. Eficiência agronômica foi comprovada para alguns casos na cultura da soja, podendo ser aplicado em qualquer cultura com ocorrência do alvo biológico.

MODO DE APLICAÇÃO:

O produto Companion® Maxx WP pode ser aplicado nas dosagens recomendadas, diluído em água, conforme o tipo de aplicação. Este produto pode ser aplicado por via semente, terrestre e aérea.
Tratamento de sementes: O produto pode ser misturado com água, perfazendo um total máximo de 600 mL de calda para tratar 100kg de sementes. Utilizar volume de calda de forma a obter uma distribuição uniforme sobre as sementes.
Aplicação no sulco de plantio: deve ser aplicado no momento da operação de plantio utilizando pulverizador costal ou motorizado, diluído o produto no volume de calda indicado.
Aplicação foliar: A pulverização deve ser realizada a fim de assegurar uma boa cobertura foliar da cultura. O equipamento de pulverização deverá ser adequado para a cultura, de acordo com a forma de cultivo e a topografia do terreno, podendo ser costal manual ou motorizado; turbo atomizador ou tratorizado com barra ou auto-propelido.
Os tipos de bicos podem ser de jato cônico vazio ou jato plano (leque), que proporcionem um tamanho de gota com DMV (diâmetro mediano volumétrico) entre 150 a 400 µm (micrômetro) e uma densidade de gotas mínima de 20 gotas/cm2.
A velocidade do trator deverá ser de acordo com a topografia do terreno.
A pressão de trabalho deve estar de acordo com as recomendações do fabricante do bico utilizado, variando entre 100 a 1000 Kpa (= 15 a 150 PSI).
O equipamento de aplicação deverá apresentar uma cobertura uniforme na parte tratada. Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.
Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 27°C, com umidade relativa acima de 60% e ventos de 3 a 15 km/hora.
Aplicação aérea: Utilizar barra com um volume de 20 a 40 litros de calda por ha. Usar bicos apropriados para esse tipo de aplicação, como por exemplo, hidráulicos ou atomizadores que gerem gotas médias.
É recomendado que os demais parâmetros operacionais, isto é, velocidade, largura de faixa, etc., também sejam escolhidos visando à geração de gotas médias.
O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros por ha, para proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada.
Observar ventos em velocidade média de 3 a 10 km/hora, temperatura inferior a 27°C, umidade relativa superior a 60%, visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação.
Não aplicar em alturas menores do que 2 metros ou maiores do que 5 metros. O equipamento de aplicação deverá apresentar uma cobertura uniforme na parte tratada. Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.
A critério do Engenheiro Agrônomo Responsável, as condições de aplicação podem ser flexibilizadas.
É recomendado respeitar as diretrizes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento quanto à segurança na faixa de aplicação:
a) As aplicações não deverão ser realizadas em áreas com distância inferior a 500 metros de povoações, cidades, vilas, bairros e mananciais de captação de água para abastecimento de população.
b) Estas restrições deverão ser válidas também para áreas com distância inferior a 250 metros no caso de mananciais de água, moradias isoladas e agrupamentos de animais;
c) As aeronaves agrícolas que contenham produtos químicos deverão ser proibidas de sobrevoar as áreas povoadas, moradias e os agrupamentos humanos.
Obs.: Dentre os fatores climáticos, a umidade relativa do ar é o mais limitante, portanto deverá ser constantemente monitorada com termo higrômetro.
Quando utilizar aplicações por via aérea deverá obedecer às normas técnicas de operação previstas nas portarias do Decreto Lei 76.865 do Ministério da Agricultura.
Preparo da calda:
Antes do preparo da calda, realizar a limpeza do equipamento de aplicação, bem como verificar se o mesmo está regulado e em condições de realizar as aplicações sem proporcionar riscos ao operador e ao meio ambiente.
Companion® Maxx WP deve ser pré-diluído em um balde com água limpa, utilizando 1 litro de água para cada 1 kg de produto. Após o processo de diluição, adicionar esta solução no tanque de aplicação quando sua capacidade de calda estiver no mínimo pela metade. Após a adição da solução, completar o volume do equipamento de aplicação com água. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação do produto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação.
Tratamento de sementes: Diluir a dose de Companion® Maxx WP recomendada do produto na proporção de 1:1 seguindo os parâmetros mais indicados para cada cultura e não deve ultrapassar o limite máximo recomendado evitando-se, assim, danos à semente. A mistura deve ser agitada até completa homogeneização.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

A reentrada na lavoura após a aplicação do produto, só deverá ocorrer quando a calda aplicada estiver seca (24 horas). Caso seja necessária a reentrada na lavoura antes desse período, é necessário utilizar aqueles mesmos equipamentos de proteção individual usados durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:

Evitar misturar Companion® Maxx WP com produtos que contenham metais de cobre ou prata ou esterilizantes de superfície como peróxido de hidrogênio ou ácido peroxiacético. Também não é recomendado misturar Companion® Maxx WP com ácidos concentrados como ácido sulfúrico, solventes, agentes oxidantes ou bactericidas.
Companion® Maxx WP é compatível com muitos fertilizantes, micronutrientes, materiais orgânicos, agentes umectantes, adjuvantes, surfactantes, a maioria dos fungicidas, herbicidas e inseticidas, no entanto, não combine com outros materiais se não houver experiência anterior ou uso da combinação para mostrar que é fisicamente compatível e não prejudicial sob suas condições. Verifique a compatibilidade com outros produtos.
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
Quando utilizado de acordo com as recomendações da bula, Companion® Maxx WP não causa fitotoxicidade para as culturas nas quais ocorram os alvos biológicos listados em bula.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas e doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visando o melhor equilíbrio do sistema.

Não há informações sobre o desenvolvimento de resistência a Bacillus amyloliquefaciens.
Qualquer agente de controle de inseto, ou doença pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido o desenvolvimento de resistência.
Companion® Maxx WP é um nematicida e fungicida microbiológico composto por uma bactéria, Bacillus amyloliquefaciens. No FRAC este ingrediente ativo biológico apresenta múltiplos modos de ação, pertencente ao grupo BM02, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).
O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação distintos do Grupo BM02 para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática para retardar a queda de eficácia dos fungicidas ao fungo causador das doenças listadas em bula, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo BM02 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, uso de sementes sadias, adubação equilibrada, manejo da irrigação do sistema, outros controles culturais etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência, manutenção da eficácia dos fungicidas e a orientação técnica de tecnologia da aplicação de fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br, Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA: www.agricultura.gov.br).
Como nematicida, o modo de ação não existe classificação, bem como, informações especificas para essa classe de produto, porém devem ser seguidos as mesmas recomendações para o manejo de resistência apresentadas para outras classes de produtos como fungicidas de inseticidas.

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