Podridão-radicular

Tombamento, fungo de solo (Rhizoctonia solani)

Culturas Afetadas: Abacate, Acelga, Alcachofra, Alface, Algodão, Alho, Amendoim, Arroz, Arroz irrigado, Batata, Berinjela, Beterraba, Brócolis, Café, Canola, Cebola, Cenoura, Chicória, Couve, Couve-flor, Crisântemo , Ervilha, Feijão, Fumo, Girassol, Goiaba, Gramados, Helicônia, Jiló, Mamão, Melancia, Milheto, Milho, Morango, Pastagens, Pepino, Pimentão, Repolho, Soja, Sorgo, Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico, Tomate, Tratamento de solo

O fungo Rhizoctonia solani ocorre em diversas culturas de importância econômica, como a batata, o feijão, o fumo, o milho e a soja, causando podridões radiculares no início do desenvolvimento da plântula e provocando redução no vigor e na germinação da semente. A incidência e a severidade do ataque estão associados às condições do solo e a seqüência de culturas cultivadas na área. 

Danos: Os sintomas mais graves na planta aparecem na primavera, pouco depois da plantação. O estrangulamento parcial dos caules pode originar grande diversidade de sintomas, tais como:

a) Atraso no desenvolvimento da planta, deformação e descoloração dos caules;

b) Necrose do tecido vascular;

c) Pigmentações púrpuras nas folhas.

Em período húmido, o fungo pode manifestar-se na base dos caules necrosados e formar uma baínha esbranquiçada. A rizoctonia produz uma toxina que tem efeito inibidor do crescimento. As raízes são igualmente infectadas e algumas delas destruídas, razão pela qual as plantas dispõem de um sistema radicular fraco.

O fungo mantém-se de um ano para o outro, sob a forma de esclerotos no solo, ou como micélio em resíduos vegetais existentes no solo. Na primavera, quando as condições são mais favoráveis, os esclerotos germinam e invadem os caules da planta, especialmente através de feridas. O desenvolvimento da doença é estimulado por temperaturas do solo baixas e humidade elevada.

Controle: Recomenda-se sucessão de cultura com trigo e aveia e rotação com soja de modo a reduzir o inóculo presente na área. O plantio seguido de milho, feijão, algodão, batateira e tomateiro aumenta a população do fungo. Deve-se fazer aração profunda para diminuir o inóculo perto da superfície do solo e promover a rápida decomposição dos resíduos infestados. Sugere-se evitar semeadura profunda, pois aumenta o tempo para a emergência e prolonga a exposição de tecidos suscetíveis ao patógeno. Sempre que possível, o plantio deve ser feito em épocas quentes, para que haja rápida emergência e desenvolvimento das plantas. O tratamento das sementes é recomendado.

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