Bula Desali 150 EC - Syngenta

Bula Desali 150 EC

CI
Azoxistrobina; Benzovindiflupir
7420
Syngenta

Composição

Azoxistrobina 100 g/L
Benzovindiflupir 50 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
4 - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato

Tipo: Bag in box
Material: Fibra de papel com bolsa plástica interna
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 40; 45; 50; 55; 57; 60; 100; 180; 200; 220; 400; 450; 500; 550; 600; 680; 750; 937,5; 1.000 L
Tipo: Balde
Material: Metálico
Capacidade: 3; 5; 10; 15; 20; 25; 40; 45; 50; 55; 57; 60 L
Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 3; 5; 10; 15; 20; 25; 40; 45; 50; 55; 57; 60; 100; 180; 200; 220 L
Tipo: Container
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 500; 1.000; 2.000; 5.000; 10.000 L
Tipo: Contentor intermediário (IBC)
Material: Plástico
Capacidade: 500; 550; 600; 680; 750; 937,5; 1.000 L
Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 0,1; 0,25; 0,4; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 3,0; 5,0 L
Tipo: Isocontainer
Material: Aço
Capacidade: 24.000; 25.000; 26.000; 28.000 L
Tipo: Isotanque
Material: Aço
Capacidade: 5.000; 18.000; 20.000; 24.000; 25.000; 26.000; 28.000 L
Tipo: Lata
Material: Metálico
Capacidade: 0,25; 0,4; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 5,0 L
Tipo: Tambor
Material: Metálico/Fibra/Plástico
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 40; 45; 50; 55; 57; 60; 100; 180; 200; 220; 400 L
Tipo: Tanque/Farm Park
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 420; 500; 640; 1.000; 2.000; 5.000; 18.000; 20.000; 25.000; 26.000; 28.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO

DESALI 150 EC é um fungicida de contato e sistêmico, usado em pulverizações preventivas, para o controle de doenças da parte aérea da cultura da soja (ver detalhes no quadro abaixo).

MODO DE APLICAÇÃO

DESALI 150 EC deve ser aplicado nas dosagens recomendadas, diluído em água, para as culturas registradas. A boa cobertura dos alvos aplicados (todos os tecidos da parte aérea das plantas) é fundamental para o sucesso de controle das doenças, independente do equipamento utilizado (terrestre ou aéreo). Desta forma o tipo e calibração do equipamento, estágio de desenvolvimento da cultura, bem como as condições ambientais em que a aplicação é conduzida, devem balizar o volume de calda, pressão de trabalho e diâmetro de gotas, a ser utilizado. Aplicação terrestre: Volume de aplicação: para a cultura da soja utilizar 200 litros de água/ha. A pulverização deve ser realizada a fim de assegurar uma boa cobertura foliar da cultura citadas na bula.

Seguir os seguintes parâmetros de aplicação:
O equipamento de pulverização deverá ser adequado para cada tipo de cultura, forma de cultivo e a topografia do terreno, podendo ser costal manual ou motorizado; turbo atomizador ou tratorizado com barra ou auto-propelido, providos de pontas que produzam gotas médias, com espaçamento, vazão, pressão de trabalho corretamente calibrados e que proporcionem uma vazão adequada para se obter uma boa cobertura das plantas. Ajustar a velocidade do equipamento para a vazão/volume de calda desejada e a topografia do terreno, seguindo as seguintes recomendações:
- Pressão de trabalho: 100 a 400 KPA (costal) e 100 a 800 KPA (equipamentos tratorizados);
- Diâmetro de gotas: 200 a 400 µ (micra) DMV (diâmetro mediano volumétrico);
- Densidade de gotas: 20 a 40 gotas/cm². Adotar condições operacionais que possibilitem redução de deriva como menor velocidade e altura de pulverização de no mínimo 50 cm, adequadas ao equipamento em uso.

Condições Meteorológicas

- Temperatura do ar: abaixo de 30°C;
- Umidade relativa do ar: acima de 50%;
- Velocidade do vento: mínima de 3 km/h até 10 km/h;
- Evitar condições de inversão térmica ou correntes convectivas.

Aplicação aérea (cultura da soja)

Utilizar barra com um volume de 30 a 40 litros de calda por ha. Usar bicos apropriados para esse tipo de aplicação, como por exemplo, cônicos D6 e D12 e disco “core” inferior a 45. Largura efetiva de 15 - 18 m, com diâmetro de gotas de 80?, e um mínimo de 60 gotas por cm². O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros por ha, para proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada. Observar ventos de 3 a 10 km/hora, temperatura inferior a 27°C e umidade relativa superior a 60% visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação. Utilizar somente empresas e pilotos de aplicação aérea que sigam estritamente às normas e regulamentos da aviação agrícola, devidamente registrados junto ao MAPA, e que empreguem os conceitos das boas práticas na aplicação aérea dos produtos fitossanitários. Recomendamos a utilização de empresas certificadas para aplicação aérea.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Soja: 21 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador. Respeite as leis federais, estaduais e o Código Florestal, em especial a delimitação de Área de Preservação Permanente, observando as distâncias mínimas por eles definidas. Nunca aplique este produto em distâncias inferiores a 30 metros de corpos d’água em caso de aplicação terrestre, e 250 metros em caso de aplicação aérea. E utilize-se sempre das Boas Práticas Agrícolas para a conservação do solo, entre elas a adoção de curva de nível em locais de declive e o plantio direto.

Fitotoxicidade para as culturas indicadas

Quando utilizado de acordo com as recomendações da bula, DESALI 150 EC não causa fitotoxicidade para as culturas indicadas.

Outras restrições a serem observadas

A azoxistrobina é extremamente fitotóxica para certas variedades de maçãs e por essa razão, não pulverizar o produto quando a deriva da pulverização possa alcançar macieiras. Não use equipamentos de pulverização que tenham sido usados previamente para aplicar DESALI 150 EC, para pulverizar macieiras. Mesmo resíduos do produto que tenham permanecido nos equipamentos podem causar fitotoxicidade inaceitável para certas variedades de maçã.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, adoção de vazio sanitário, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas corretos, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

DESALI 150 EC é um fungicida composto por estrobilurina e uma a azoxistrobina. Estes ingredientes ativos apresentam dois diferentes modos de ação, a azoxistrobina é um inibidor do complexo III: citocromo bc 1 (ubiquinol oxidase) no sítio Qo do grupo C3; um pirazol carboxamida, e o benzovindiflupir, cujo modo de ação é inibidor do complexo II: succinatodesidrogenase do grupo C2. Esta combinação de diferentes ativos faz parte de uma estratégia de gerenciamento de resistência.

GRUPO C3 FUNGICIDA
GRUPO C2 FUNGICIDA

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Aplicação alternada de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo C3 e do Grupo C2 sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

RECOMENDAÇÕES PARA O ALVO FERRUGEM DA SOJA

• Manter monitoramento da doença na cultura;
• Respeitar vazio sanitário (eliminar plantas de soja voluntária);
• Semear cultivares de soja precoce, concentrando a semeadura no início da época recomendada para cada região (escape);
• Evitar semeaduras em várias épocas e as cultivares tardias. Não semear soja safrinha (segunda época);
• Utilizar cultivares de genes de resistência, quando disponíveis;
• Semear a soja com a densidade de plantas que permita bom arejamento foliar e maior penetração/cobertura do fungicida. A tecnologia de aplicação é essencial para o funcionamento correto dos fungicidas.