A doença causada por Hemileia vastatrix provoca queda precoce das folhas e seca dos ramos, afetando a produção de frutos do ano seguinte. É um patógeno que provoca prejuízos durante os anos de alta produção da cultura.
O fungo possui distribuição mundial. No Brasil, foi relatado inicialmente no estado da Bahia e posteriormente disseminou-se para todas as regiões produtoras de café do país. É considerada, mundialmente, a doença mais importante da cultura. H. vastatrix não apresenta hospedeiros intermediários para os estádios de pícnio e écio, e no cafeeiro ocorrem os estádios de urédia, télia e basídio.
Até o ano de 2001 foram constatadas 33 raças do fungo, sendo que no Brasil predomina a raça II, mas já foram detectadas as raças I, II, III, VII, XV, XVI, XVII, XVIII, XXIV, XXV, XXX e XXXI em Coffea arabica.
Danos: Em média, as perdas ficam em 35% quando as condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento da doença, mas, quando coincidem períodos de estiagem prolongada com alta incidência do fungo, os prejuízos podem ultrapassar 50%.
Os sintomas da doença surgem na face inferior da folha. No início, as manchas são pequenas, variando de 1 a 3 mm de diâmetro, com coloração amarelo-pálida. Posteriormente, as manchas podem atingir até 2 cm de diâmetro e passam a exibir coloração amarelo-alaranjada e aspecto pulverulento. Nessa fase é possível observar lesões cloróticas amarelas na face superior da folha, correspondentes às pústulas existentes na face inferior. Essas lesões aumentam de tamanho, e o centro adquire aspecto necrótico.
Controle: O uso de cultivares resistentes é o melhor método de controle.
Os fungicidas de contato, principalmente os cúpricos, e os sistêmicos podem ser utilizados para o controle preventivo da doença. Recomenda-se efetuar alternância entre fungicidas de contato e sistêmicos. O emprego de fungicidas sistêmicos pode ser via foliar ou via solo. A calda viçosa, uma mistura de nutrientes que apresenta efeito fungicida, também é utilizada no controle. Sempre usar produtos que sejam registrados para as culturas.
Piraclostrobina 260 g/L, Epoxiconazol 160 g/L
Acibenzolar-S-metílico 500 g/kg
Oxicloreto de cobre 600 g/kg, Equivalente em cobre metálico 350 g/kg
Oxicloreto de cobre 239.4 g/L, Hidróxido de cobre 223 g/L
Benzovindiflupir 60 g/L, Ciproconazol 90 g/L, Difenoconazol 150 g/L
Azoxistrobina 200 g/L, Ciproconazol 80 g/L
Ciproconazol 100 g/L
Ciproconazol 400 g/L
Azoxistrobina 500 g/kg
Epoxiconazol 125 g/L
Bacillus subtilis 500 g/kg, Bacillus subtilis 1 x 10⁹ UFC/g p. c.
Picoxistrobina 200 g/L, Ciproconazol 80 g/L
Picoxistrobina 90 g/L, Ciproconazol 40 g/L
Picoxistrobina 90 g/L, Ciproconazol 40 g/L
Ciproconazol 40 g/L, Picoxistrobina 60 g/L, Oxicloreto de cobre 420 g/L
Bacillus subtilis 392.5 g/L, Bacillus subtilis 1 x 10⁸ UFC/mL p. c., Bacillus velezensis 392.5 g/L, Bacillus velezensis 1 x 10⁸ UFC/mL p. c.
Tebuconazol 200 g/L
Fluxapiroxade 50 g/L, Oxicloreto de cobre 420 g/L
Tebuconazol 250 g/L
Hidróxido de cobre 537.44 g/L, Equivalente em cobre metálico 350 g/L
Fluxapiroxade 50 g/L, Oxicloreto de cobre 420 g/L
Azoxistrobina 125 g/L, Flutriafol 125 g/L
Azoxistrobina 200 g/L, Ciproconazol 80 g/L
Azoxistrobina 120 g/L, Tebuconazol 200 g/L