Bula Emerald - FMC
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Bula Emerald

Tetraconazol
12907
FMC

Composição

Tetraconazol 125 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Emulsão Óleo em Água (EW)
Sistêmico

Saco de 0,3; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0 L.

Frasco plástico ou metálico de 0,3; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0 L;

Bombona, balde plástico ou metálico de 10,0; 20,0; 50,0 L; Balde 10,0; 20,0; 50,0 L;

Tambor ou tamborete de plástico ou metálico de 100; 200; 250; 500 L;

Tanque container estruturado em aço inox de 1000; 2000; 2500; 5000; 10000; 15000; 20000; 23000 e 25000 L.

Galão de plástico (característica rígida lavável) de 8 litros

INSTRUÇÕES DE USO

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Algodão: Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo ou safra de cultura, sendo a primeira a partir dos 45 dias após a emergência das plantas, em função da incidência e severidade da doença repetindo-se a cada 15 dias. A primeira pulverização deve ser realizada com níveis abaixo de 5% de incidência, antes do aparecimento dos sintomas na parte superior da planta. O volume de calda deve ficar ao redor de 200 L/ha ou ajustado em função da tecnologia de pulverização proporcionando uma cobertura e distribuição uniforme das partículas na planta.
Arroz: Realizar no máximo 2 pulverizações por ciclo ou safra de cultura, sendo a primeira no emborrachamento ou a partir dos primeiros sintomas da doença, e a segunda na emissão da panícula considerando um volume de calda de 200 L/ha.
Soja: para DFC (Mancha-parda, Crestamento-foliar) realizar no máximo 2 pulverizações por ciclo ou safra de cultura, a primeira em R2 (Pleno florescimento) e a segunda em R 5.1 (Início do enchimento de grãos) com um volume de calda de 150 a 200 L/ha. Para controle de oídio, realizar uma pulverização quando a cultura apresentar cerca de 20% de severidade repetindo caso seja necessário. O volume de calda deve ser de 200 L/ha.
Trigo: Realizar no máximo 2 pulverizações por ciclo ou safra de cultura. Realizar aplicações nos estádios 10 (emborrachamento) e 10.5.3 (final do florescimento na base da espiga), ou antes, no aparecimento dos primeiros sintomas da doença com um volume de calda de 200 L/ha.

MODO DE APLICAÇÃO

EMERALD deve ser pulverizado utilizando-se equipamento costal, tratorizado ou aéreo.
OBS.: Em caso de dúvida consultar um Engenheiro Agrônomo.
Pulverização terrestre: Utilizar pulverizador tratorizado de barra, equipado com bico cônico da série D, com um diâmetro de gotas de 50 a 200 µm, com uma densidade de 50 a 70 gotas/cm², com pressão de 40 a 60 libras. Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 27°C, com umidade relativa acima de 60% e ventos de no máximo 15 km/hora. Diluir o produto em 200 a 300 L de água/ha. Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.
Pulverização aérea: Barra: Utilizar barra com um volume de 30 a 40 litros de calda/ha e altura de voo de 2 a 3 metros. Usar bicos cônicos D6 e D12, disco “core” inferior a 45°.
Largura efetiva de 15-18 m, com diâmetro de gotas de 80 µm, e um mínimo de 60 gotas por cm². O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros/ha, para proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada. Observar ventos de até 10 km/hora, temperatura < 27°C e umidade relativa > 60% visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação.
Micronair: Aplicar um volume de calda de 10 a 15 L/ha e altura de voo de 3 a 4 metros. Utilizar 4-8 atomizadores de acordo com o modelo de equipamento, segundo a tabela do fabricante para o ajuste do regulador de vazão, VRU, pressão e ângulo da pá. O sistema de agitação deve ser mantido em funcionamento.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão: 28 dias;
Arroz: 42 dias;
Soja: 7 dias;
Trigo: 50 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI’s) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Não há, pois, o produto não é fitotóxico as culturas indicadas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam ao melhor equilíbrio do sistema.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo G1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO G1 FUNGICIDA

O produto fungicida EMERALD é composto por tetraconazol, que apresenta mecanismo de ação dos inibidores do C14-desmetilase na biossíntese de esterol (erg11/cyp51) que apresenta mecanismo de ação a inibição da biossíntese de esteróis de membranas, pertencente ao grupo G1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).

PT - Tetraconazole Técnico reg. nº 4708.