Fuzille
| Geral | ||
|---|---|---|
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Nome Técnico:
Clorantraniliprole; Clorfenapir
Registro MAPA:
26126
Empresa Registrante:
CHDS do Brasil |
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| Composição | ||
|---|---|---|
| Ingrediente Ativo | Concentração | |
| Clorantraniliprole | 20 g/L | |
| Clorfenapir | 300 g/L | |
| Classificação | ||
|---|---|---|
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Técnica de Aplicação:
Terrestre
Classe Agronômica:
Inseticida
Toxicológica:
4 - Produto Pouco Tóxico
Ambiental:
II - Produto muito perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Suspensão Concentrada (SC)
Modo de Ação:
Contato, Ingestão
Agricultura Orgânica:
Não |
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Indicações de Uso
| Algodão | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Alabama argillacea (Curuquerê) | veja aqui | |||
| Helicoverpa armigera (Helicoverpa) | veja aqui | |||
| Heliothis virescens (Lagarta da maçã) | veja aqui | |||
| Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho) | veja aqui | |||
| Tetranychus urticae (Ácaro rajado) | veja aqui | |||
| Batata | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Diabrotica speciosa (Vaquinha verde amarela) | veja aqui | |||
| Liriomyza huidobrensis (Larva minadora) | veja aqui | |||
| Phthorimaea operculella (Traça da batatinha) | veja aqui | |||
| Duboisia | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Diabrotica speciosa (Vaquinha verde amarela) | veja aqui | |||
| Liriomyza huidobrensis (Larva minadora) | veja aqui | |||
| Phthorimaea operculella (Traça da batatinha) | veja aqui | |||
| Milho | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Helicoverpa armigera (Helicoverpa) | veja aqui | |||
| Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho) | veja aqui | |||
Embalagens
| Lavabilidade | Tipo de Embalagem | Material | Características | Acondicionamento | Capacidade |
|---|---|---|---|---|---|
| Lavável | Bombona | Plástico | Rígida | Líquido | 10 / 20 L |
INSTRUÇÕES DE USO:
FUZILLE é um produto pertencente aos grupos químicos das antranilamida e arilpirrol que atua sobre os insetos pragas por ação de contato e de ingestão.
FUZILLE é indicado para uso nas culturas de Algodão, batata, duboisia, milho e soja, sendo uma opção no controle de espécies que apresentam suspeitas de resistências aos principais grupos químicos como Fosforados, Carbamatos, Piretróides e Fisiológicos e para o manejo integrado de pragas, principalmente nos Programas de Rotação ou Alternância de Produtos.
MODO DE APLICAÇÃO:
FUZILLE é aplicado via terrestre utilizando-se pulverizadores costais e/ou tratorizados com barra ou autopropelido.
Preparo da calda:
Antes do preparo da calda, realize a limpeza do tanque pulverizador para evitar possíveis contaminações entre produtos. Verifique no item Lavagem do equipamento de aplicação como proceder. O responsável pela preparação da calda deve usar equipamento de proteção individual (EPI) indicado para esse fim.
Agite o produto antes da diluição, ainda na embalagem. Coloque água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos metade de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto, acrescentar óleo mineral na proporção recomendada para a cultura/alvo, completar a capacidade do reservatório do pulverizador com água, mantendo sempre o sistema em agitação e retorno ligado durante todo o processo de preparo e pulverização para manter homogênea a calda de pulverização. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação da calda, agite-a vigorosamente, antes de reiniciar a aplicação.
A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda. Portanto, prepare apenas a quantidade de calda que irá utilizar, pulverizando logo após a preparação.
Informações sobre os equipamentos de aplicação a serem utilizados:
Utilize equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, siga sempre as recomendações da bula. Regule o equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evite a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
Seleção de pontas de pulverização: A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES CLIMÁTICAS). Dentro deste critério, use pontas que possibilitem boa cobertura das plantas hospedeiras das pragas-alvo e que produzam gotas médias. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consulte a recomendação do fabricante da ponta (bico).
Velocidade do equipamento: Selecione uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observe o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.
Pressão de trabalho: Observe sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário eleve o volume de aplicação, opte por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegure que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.
Altura de barras de pulverização: A barra deve ser posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.
Aplicação com equipamento costal: Para aplicações costais, mantenha constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação.
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS:
Velocidade do vento: deve estar entre 3 e 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com estes padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.
Temperatura e umidade: A aplicação deve ocorrer apenas com as condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda, o que reduz a eficácia do produto e aumenta o potencial de deriva. Evite aplicar em condições de baixa umidade relativa do ar (menor que 60%) e altas temperaturas (Maiores que 30 °C). Não aplicar em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
Chuvas: A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.
RECOMENDAÇÕES DE BOAS PRÁTICAS DE APLICAÇÃO:
Evite as condições de inversão térmica.
Evite aplicação com excesso de velocidade, excesso de pressão, excesso de altura das barras.
Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores referentes ao equipamento de pulverização e ao clima. O aplicador é responsável por considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar.
A presença nas proximidades de culturas para as quais o produto não esteja registrado ou culturas sensíveis, condições climáticas, estágio de desenvolvimento da cultura etc., devem ser considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva.
EVITAR A DERIVA DURANTE A APLICAÇÃO É RESPONSABILIDADE DO APLICADOR.
LAVAGEM DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:
Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo que por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágue completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2. Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos.
Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos.
Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
3. Complete o pulverizador com água limpa e adicione amônia caseira (3% de amônia) na proporção de 1% (1 litro por 100 litros). Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque evitando que este líquido atinja corpos d’água, nascentes ou plantas úteis.
4. Remova e limpe os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza.
5. Repita o passo 3.
6. Enxágue completamente o pulverizador, mangueiras, barra, bicos e difusores com água limpa no mínimo 2 vezes. Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.
A correta realização do procedimento acima (procedimento de lavagem) reduz o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos e previne danos a outras culturas.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO:
• Uso exclusivamente agrícola.
• Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil.
• Utilizar a calda imediatamente após o preparo. Nunca utilizar calda preparada no dia anterior.
• Nunca abastecer o pulverizador em corpos d’água.
• Não utilizar o equipamento de aplicação usado para aplicar FUZILLE em outras culturas.
• Não aplicar em presença de ventos fortes.
• Chuvas após a aplicação podem lavar o produto e pode ocorrer a necessidade de nova aplicação (verificar o comportamento das pragas).
• Deriva: não permitir que ocorra deriva da calda aplicada ou que esta atinja plantas e culturas nas proximidades da área a ser tratada.
• É recomendada a manutenção do registro de todas as atividades de campo (caderno de campo), especialmente para culturas de exportação.
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
• O FUZILLE deve ser utilizado nas doses e modos de aplicação recomendadas para não causar danos às culturas indicadas.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, inseticidas, manejo da irrigação e outros visam o melhor equilíbrio do sistema.
A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida FUZILLE pertence aos grupos 28 (Diamida Antranílica) e 13 (Desacopladores da fosforilação oxidativa via disrupção do gradiente de próton) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do inseticida FUZILLE como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência. Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
- Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto dos Grupos 28 e 13. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
- Usar o inseticida FUZILLE ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
- Aplicações sucessivas do inseticida FUZILLE podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
- Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do inseticida FUZILLE, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas dos grupos químicos das Diamidas e dos Desacopladores da fosforilação oxidativa via disrupção do gradiente de próton não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
- Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do inseticida FUZILLE ou outros produtos dos Grupos 28 e 13 quando for necessário;
- Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
- Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
- Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura e Pecuária (www.agricultura.gov.br).
GRUPO 28 INSETICIDA
GRUPO 13 INSETICIDA