Oriam
| Geral | ||
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Nome Técnico:
Ciclobutrifluram
Registro MAPA:
11926
Empresa Registrante:
Syngenta |
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| Composição | ||
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| Ingrediente Ativo | Concentração | |
| Ciclobutrifluram | 450 g/L | |
| Classificação | ||
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Técnica de Aplicação:
Via irrigação (quimigação), Terrestre
Classe Agronômica:
Fungicida, Nematicida
Toxicológica:
Não Classificado
Ambiental:
III - Produto perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Suspensão Concentrada (SC)
Modo de Ação:
Ingestão, Contato, Sistêmico
Agricultura Orgânica:
Não |
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Indicações de Uso
| Algodão | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
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| Ramularia areola (Ramularia) | veja aqui | |||
| Café | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
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| Meloidogyne exigua (Nematóide) | veja aqui | |||
| Cana-de-açúcar | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
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| Meloidogyne javanica (Nematóide das galhas) | veja aqui | |||
| Pratylenchus zeae (Nematoide-das-lesões) | veja aqui | |||
| Soja | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
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| Pratylenchus brachyurus (Nematóide das lesões) | veja aqui | |||
Embalagens
| Lavabilidade | Tipo de Embalagem | Material | Características | Acondicionamento | Capacidade |
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INSTRUÇÕES DE USO:
ORIAM controla o fungo indicado na bula na fase inicial de desenvolvimento da cultura. Aplicações foliares de outros fungicidas em fases mais avançadas de desenvolvimento da cultura devem ser necessárias para complementação do controle do fungo.
MODO DE APLICAÇÃO:
Preparo da calda:
O abastecimento do pulverizador deve ser feito enchendo o tanque até a metade da sua capacidade com água, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento, e então, adicionar o produto e complementar o tanque com água. A agitação deverá ser constante durante a preparação e aplicação da calda. Prepare apenas a quantidade de calda necessária para completar o tanque de aplicação, pulverizando logo após a sua preparação. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação da calda, agitá-la vigorosamente antes de iniciar a aplicação. Realizar o processo de tríplice lavagem da embalagem durante o preparo da calda.
Equipamentos de aplicação:
Para as culturas de algodão, cana-de-açúcar (cana-planta) e soja: ORIAM deverá ser aplicado no sulco de plantio com equipamento terrestre (costal ou tratorizado).
Para a cultura da cana-de-açúcar (cana-soca): ORIAM deverá ser aplicado na linha da soqueira, utilizando um disco para cortar a touceira e aplicar o produto dentro da linha de corte, utilizando pulverizador tratorizado.
Para a cultura do café: ORIAM Usar pulverizador costal manual ou equipamento tratorizado, corretamente calibrado e adaptado para aplicação em linha no solo limpo, sob a copa do cafeeiro em apenas 1 dos lados da planta.
Utilizar equipamentos com pontas de pulverização (bicos) do tipo leque, que proporcionem uma vazão adequada para se obter uma boa cobertura e largura de faixa adequada a cada cultura.
Procurar utilizar equipamentos e pressão de trabalho que proporcionem tamanhos de gotas que apresentem pouca deriva:
- Diâmetro de gotas: 150 a 300 µ (micra) VMD;
- Densidade de gotas: mínimo de 40 gotas/cm²;
Quimigação:
Café: As aplicações de drench poderão também ser feitas via água de irrigação por gotejo próximo ao tronco da planta (quimigação). Neste caso, garantir que a dose recomendada por hectare seja aplicada. Seguir as instruções do fabricante para a regulagem correta do equipamento dosador.
Cana-de-açúcar: a aplicação também pode ser realizada através de drench utilizando a vinhaça como calda. Neste caso, garantir que a dose recomendada por hectare seja aplicada.
Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador do produto. Os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, ou seja, a interação do equipamento de pulverização e as condições meteorológicas no momento da aplicação (velocidade do vento, umidade, temperatura e ocorrência de inversão térmica ou chuvas/orvalho).
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO:
Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador.
Respeite as leis federais, estaduais e o Código Florestal, em especial a delimitação de Área de Preservação Permanente, observando as distâncias mínimas por eles definidas. Nunca aplique este produto em distâncias inferiores a 30 metros de corpos d’água em caso de aplicação terrestre. E utilize-se sempre das Boas Práticas Agrícolas para a conservação do solo, entre elas a adoção de curva de nível em locais de declive e o plantio direto.
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
Testes de campo demonstraram que nas culturas e doses recomendadas não há efeito fitotóxico.
Quando utilizado de acordo com as recomendações da bula, ORIAM não causa fitotoxicidade às culturas indicadas.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, inseticidas, controle biológico, destruição dos restos culturais, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.
GRUPO N-3 NEMATICIDA
GRUPO C2 FUNGICIDA
A resistência de pragas e doenças a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga e/ou doença podem ser observados devido à resistência.
O nematicida/fungicida ORIAM pertence aos grupos N-3 (Inibidores do transporte de elétrons, complexo mitocondrial II, succinato-coenzima Q redutase) e C2 (Inibidores do complexo II: succinato-desidrogenase - SDHI), segundo classificação internacional do IRAC (Comitê de Ação à Resistência de Inseticidas) e do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas), respectivamente. O uso repetido deste nematicida/fungicida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do ORIAM como uma ferramenta útil de manejo de pragas/doenças agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
Adotar as práticas de manejo de nematicidas/fungicidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismos de ação distintos dos grupos N-3 e C2. Sempre rotacionar com produtos de mecanismos de ação efetivos para a praga/doença-alvo;
• Usar ORIAM ou outro produto dos mesmos grupos químicos somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janela) de cerca de 30 dias;
• Aplicações sucessivas de ORIAM podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicação” não exceda o período de uma geração da praga/doença-alvo;
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do ORIAM, o período total de exposição (número de dias) a nematicidas/fungicidas dos grupos químicos N-3 e C2 não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula;
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização de ORIAM ou outros produtos dos grupos N-3 e C2 quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas/doenças a serem controladas, início de desenvolvimento e infestação;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações e a modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos, ácaros e nematoides devem ser encaminhados para o Comitê de Ação à Resistência de Inseticidas (IRAC-BR: www.irac-br.org.br), de fungos patogênicos para a Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br) e o Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org) ou para o Ministério da Agricultura e Pecuária (www.agricultura.gov.br).