Que o caos nos portos está sim acontecendo e deixando muito produtor de cabelo em pé, isso não é nenhuma novidade. Tanto que a notícia já está correndo pelo mundo. Fran Howard, editor do site norte-americano AgWeb, é um dos vários que mostram nosso problema logístico ao estrangeiro, o que deve animar os produtores por lá. Em seu artigo publicado na sexta-feira (22), ele destaca a produção recorde de soja e milho no Brasil, o que resulta na disputa entre as duas culturas pelo seu lugar no caminhão, além da nova lei que diminui o tempo de trabalho dos caminhoneiros.
Sem entrar na questão de armazenagem, a infra-estrutura de escoamento de produção já é de tempos precária. Enquanto o governo não se preocupar de fato em criar uma logística eficaz, não tem por que termos uma super safra. A China já cancelou o embarque de soja por causa do atraso, mudando sua fonte de oleaginosa para outros países.
Mas será que são apenas problemas que existem na logística do nosso país?
Em entrevista para Folha de São Paulo, o presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, apresenta medidas simples e baratas para resolver essa história que se repete todo ano. Quanto à produção mato-grossense, a logística invertida seria uma solução viável. Ao invés de os caminhões rodarem do MT até os portos do Sul e Sudeste, tomariam o caminho até os do Norte e Nordeste. Segundo a matéria, se o governo investisse na finalização da BR 163, no próximo ano poderiam ser escoadas pelo menos 10 milhões de toneladas de soja até o porto de Santarém, no Pará, e outros no Norte.
Quantos contratos mais devemos perder até que seja tomada alguma providência? Não são apenas obras para a Copa que o Brasil deve se preocupar. Fantasmas mais antigos já assombram nossa imagem para os demais países.
Sem entrar na questão de armazenagem, a infra-estrutura de escoamento de produção já é de tempos precária. Enquanto o governo não se preocupar de fato em criar uma logística eficaz, não tem por que termos uma super safra. A China já cancelou o embarque de soja por causa do atraso, mudando sua fonte de oleaginosa para outros países.
Mas será que são apenas problemas que existem na logística do nosso país?
Em entrevista para Folha de São Paulo, o presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, apresenta medidas simples e baratas para resolver essa história que se repete todo ano. Quanto à produção mato-grossense, a logística invertida seria uma solução viável. Ao invés de os caminhões rodarem do MT até os portos do Sul e Sudeste, tomariam o caminho até os do Norte e Nordeste. Segundo a matéria, se o governo investisse na finalização da BR 163, no próximo ano poderiam ser escoadas pelo menos 10 milhões de toneladas de soja até o porto de Santarém, no Pará, e outros no Norte.
Quantos contratos mais devemos perder até que seja tomada alguma providência? Não são apenas obras para a Copa que o Brasil deve se preocupar. Fantasmas mais antigos já assombram nossa imagem para os demais países.