O ZARC convencional é uma política pública que já orientava produtores sobre onde plantar, quando plantar e o quê plantar, delimitando regiões e épocas de semeadura conforme a probabilidade de perdas por eventos meteorológicos adversos.
O ZARC-NM vai além: reconhece que o manejo do solo altera diretamente a disponibilidade de água para as culturas, e que produtores que adotam boas práticas estão menos expostos ao risco climático do que aqueles com manejo convencional.
A metodologia classifica as lavouras em quatro Níveis de Manejo (NM1 a NM4), com base em indicadores como cobertura do solo com palhada, tempo sem revolvimento do solo, saturação por bases, teor de cálcio em subsuperfície, saturação por alumínio e diversidade de culturas nos últimos três anos agrícolas.
Quanto melhor o manejo, maior a profundidade do sistema radicular da soja — fator determinante para a capacidade de armazenamento de água no solo (CAD). No NM4, raízes podem atingir 100 cm de profundidade, contra apenas 40 cm no NM1, o que representa diferença expressiva na resiliência da lavoura durante períodos de déficit hídrico.
Saiba mais sobre os avanços da política pública, assistindo ao webinário apresentado pelo Dr. José Renato Bouças Farias, pesquisador da Embrapa, realizado na na Academia Brasileira de Ciência Agronômica, acessando pelo link https://youtu.be/Bj2Q7AZ9_RU.
O autor é Engenheiro Agrônomo, membro da Academia Brasileira de Ciência Agronômica.