CI

Como Foram as Minhas Férias


José Renato de Freitas Almeida

Como Foram as Minhas Férias

(Para todos os Mutunopolitanos, que me receberam muito bem)

 

BBom dia: Você tem aproveitado bem as suas férias?

 

"Todo o meu saber consiste em saber que nada sei".  Sócrates

 

Tenha um BBom dia!

Hoje em dia as escolas devem ter mudado. E não sei se quando a garotada volta das férias a professora dá como tema de redação: "Como foram as minhas férias". No meu tempo de Cachoeira Alta, quando tínhamos quatro meses de férias, dezembro, janeiro, fevereiro e julho, eu devo ter feito umas dez  redações sobre o assunto. E para mim era um problema porque todas as minhas férias eram iguais. Ia com a família inteira, éramos cinco até 1971 e depois seis com a chegada da minha irmã, para a fazenda do meu pai no município de Itarumã, para a Lagoa Santa e para Uberlândia, não necessariamente nessa ordem e nem obrigatoriamente em todos os destinos.

Em Uberlândia ficava na casa de meus avós Juca e Eleosina e via sempre as mesmas tias e tios: Germana, Amélia, Dalva, Mário, Anir, Izoldino e Mariluz e os mesmos primos e primas. Era bom, mas era sempre igual. Portanto, a cada redação sobre as minhas férias eu sempre usava a liberdade criativa para não repetir a redação do semestre anterior.

Agora, num relance nostálgico resolvi escrever sobre as minhas férias, iniciada em 16 de janeiro e encerrado neste domingo 12 de fevereiro, e para minha surpresa descobri que poderia usar as redações escritas nos anos 70 e 80 com pequenas alterações. Passei por várias cidades, mas passei minhas férias em duas: Mutunópolis e Porangatu no norte de Goiás, distante 35 km uma da outra, interligado pelo melhor e mais bem sinalizado asfalto que trafeguei nos últimos dez anos.

Em Porangatu me dividi entre a casa de meus pais e de meus sogros. Como havia me proposto a afastar de jornais, internet, msn, orkut, revistas, televisão e telefone e ler pelo menos dois livros, dos seis que havia compro, o local mais adequado para colocar em prática essa intenção foi em Mutunópolis em uma pequena chácara de minha (nossa) propriedade, a Santa Juliana.

Em Mutunópolis visitei vários amigos: Osmar, Carivaldo, Cheiro, Valtênio, Antônio Paraibano, Dr Domingos, Dona Julinha, Núbia, Ronaldo, Wellis, Dona Divina, Zezé Gonçalves, Célia, Orival, Tia Preta, Nenê do açougue, Dalmo Sena (www.netmutum.com.br), Luís do Zequinha entre outros. Visitei também os meus cunhados Cida e Adauto, os sobrinhos Artur, Renata, Guilherme, Lívia, Vinícius, a minha sobrinha e afilhada do coração Laine e meu "netinho" querido, Pablo Lucas. Para minha honra também fui recebido em gabinete pelo amigo e competente Secretário da Administração Municipal, Lucimar Jose Mathias e pelo Prefeito Luis Martins de Oliveira. (www.prefeituramutunopolis.go.gov.br)

Na tranqüilidade da Santa Juliana, que há seis anos autorizei meu pai a vender, li dois livros que gostei e recomendo. O primeiro, Breve História de Quase Tudo, conta que "Certo dia o escritor e cronista Bill Bryson estava no avião, quando percebeu que ignorava o porquê dos oceanos embaixo dele serem salgados. Percebeu, com certo desagrado, que tinha pouquíssimo conhecimento sobre o planeta em que vivia. À  partir de então passou a pesquisar dezenas de obras e montou o que pode ser considerado um delicioso guia de viagens pela ciência a fim de entender - e explicar - tudo o que  sabemos sobre o mundo. Em Breve História de Quase Tudo Bryson parte da origem do universo e segue até os dias de hoje, tratando de assuntos relacionados à física, geologia, paleontologia e todas as outras disciplinas que considerava maçantes na escola. Antítese do texto didático tradicional, sua prosa é agradável, sem jargões técnicos e sem nunca abrir mão da profundidade. A preocupação do autor está em entender como os cientistas realizam suas descobertas."

O segundo, indicado pelo Professor José Maria, Vice-Prefeito de Mineiros, "com uma narrativa envolvente, O Monge e o Executivo conta a história de John Daily, um homem de negócios bem-sucedido que percebe, de repente, que está fracassando como chefe, marido e pai. Numa tentativa desesperada de retomar o controle da situação, ele decide participar de um retiro sobre liderança num mosteiro beneditino, comandado pelo frade Leonard Hoffman, um influente empresário americano que abandonou tudo em busca de um novo sentido para a sua vida. A princípio, Daily e os outros cinco alunos que participam do seminário reagem com um certo ceticismo aos conceitos apresentados pelo frade, mas depois eles se rendem à sua experiência. Afinal, Hoffman ganhou fama no mundo dos negócios por sua capacidade de recuperar empresas em crise, transformando-as em exemplos de sucesso. O monge defende que a base da liderança não é o poder e sim a autoridade, conquistada com amor, dedicação e sacrifício. E diz ainda que respeito, responsabilidade e cuidado com as pessoas são virtudes indispensáveis a um grande líder. Ou seja, para liderar é preciso estar disposto a servir. Através da história desses personagens fascinantes, James C. Hunter apresenta conceitos fundamentais para melhorar nossa capacidade de liderança e o convívio com os outros, ajudando assim a nos tornarmos pessoas melhores e abrindo caminho para o sucesso duradouro."

Quanto à Santa Juliana, resolvi eu mesmo vendê-la, já que meu pai não conseguiu, colocando um anúncio no jornal. Encontrei um amigo, o Poeta Olavo Bilac e falei:

- Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que você tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para eu colocar no Jornal?

Olavo Bilac apanhou um papel e escreveu: Vende-se encantadora propriedade, onde pássaros cantam ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda. Ontem ele me ligou e  perguntou se havia vendido o sítio.

- Nem pensei mais nisso! - Respondi. - Quando li o anúncio, é que percebi a maravilha que tinha!

Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros. Valorize o que você tem, as pessoas, os momentos, o trabalho, as férias... Que tal olharmos melhor à nossa volta?

 

Peço e desejo que seu dia seja mesmo um BBom dia! E até segunda...

 

Quando você pensa que pode - ou que não pode - fazer algo, você geralmente está certo. Henry Ford

 

José Renato de Freitas Almeida
Mineiros GO

e-mail do colunista: [email protected]

 

 

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7