Controle Convencional ou Alternativo: O que devo optar em minha propriedade?
Sei que este assunto ou discussão é antiga. Desde o lançamento do Best-seller Primavera Silenciosa de Rachel Carson, muitas discussões foram travadas, brigas entre pesquisadores e entre parte destes e as grandes indústrias químicas, mas quero tratar o assunto sobre uma ótica, da necessidade prática, do que devemos fazer na hora de controlar as temidas pragas.
Longe de mim querer polemizar algo, já polêmico, apenas quero demonstrar a necessidade de se utilizar um ou outro, baseando-se na minha experiência profissional. Desta forma, usarei nomes fictício permitindo manter a identidade dos proprietários, funcionários e mesmo as propriedades no anonimato.
Tenho experiência em controle biológico e mesmo Manejo Integrado de Pragas, e a quem diga que hoje deve ser praticado o Manejo Ecológico de Pragas, algo que concordo, mas pelo lado práticos as vezes um funciona e outro não. Sabe-se que inúmeros problemas acarretam a eficiência do controle de pragas em nossas lavouras, mas a principal é a consciência de quem planta e futilidade de quem compra, exigindo padrões de beleza ao produto, sem a real preocupação com o bem estar alimentar.
Lembro-me em certa ocasião que um pesquisador, de uma renomada universidade pública, me contava sobre a contaminação de agrotóxicos, numa capital, pois ele desenvolverá um produto para detectar esta contaminação. Ele coletou lotes aleatórios na centrar de distribuição de alimentos agrícolas, fez os teste e depois comparou, com os produtos no supermercados e pasmem, os produtos, na central “não estavam contaminados”, mas no supermercados sim. Como isso é possível? Simples a noite os funcionários aplicavam inseticidas, para evitar que as senhoras da classe média-alta encontrassem insetos. Que insetos? Se estes já tinha sido controlados com o uso do inseticida no campo. O fato é que esta população não aceitava insetos nos produtos, pois a paranoia de que insetos é sinônimo de alimento insalubre tomou conta de nossa sociedade.
Presto assistência técnica em uma fazenda no interior do Rio de Janeiro, que possui o princípio do cultivo orgânico, certificado. Tive o imenso prazer de por em prática o que tinha aprendido ao longo da minha carreira, mas as dificuldades com o métodos de controle e aumento de produção são imensos. Por exemplo, a dificuldade de controlar moscas das frutas em citros, pois as armadilhas do tipo McPhail como proteína hidrolisada, eram atrativos, mas sempre temos a recomendação de usá-los com inseticida na calda.
O controle de pulgões, esse confesso que foi fácil, pois a aplicação de cinza com soro de leite, tem demonstrado eficiência no controle de Toxoptera citricida (pulgão preto dos citros), a vantagem deste método que não afeta os pulgões mumificados, que contem o parasitóide dentro o que permite a sua emergência e início do processo de parasitismo em outros pulgões.
Outro grande desafio é o controle da abelha cachorro (Trigona sp). Eliminar ninho não trás uma solução ecologicamente correta, mas também é a forma mais prática e eficiente, entretanto o que fazer com os ninhos que estão no vizinho? Partimos para uma experiência nova a utilização de extrato vegetal, que em testes preliminares em laboratório tem demonstrado êxito, agora temos que testar a dosagem correta e sua eficiência em campo. Entretanto, estou falando de uma centena de plantas cítricas, como ficaria uma propriedade com milhares de plantas? Este é o verdadeiro desafio, como vou controlar estes insetos, que danificam a brotação e consequentemente a produção? Será que o extrato vegetal será viável economicamente? Será que haverá plantas suficiente? Lembrando que um dos principais inseticidas utilizados na agricultura, o Piretóide, foi inicialmente descoberto em plantas de crisântemo e por causa demanda pelo produto e mesmo pela otimização da produção ele foi sintetizado em laboratório, o que permitiu seu uso extensivo.
Acredito que cada forma de controle tem seu nicho, uma vez que a agricultura extensiva “in”Felizmente necessita de uma carga muito grande de pesticidas, em contracenso temos a agricultura familiar, pequena e média, que podem trabalhar como controle alternativo.
Bom para finalizar esta coluna, deixo a pergunta no ar, Controle Convencional ou Alternativo: O que devo optar em minha propriedade?
Longe de mim querer polemizar algo, já polêmico, apenas quero demonstrar a necessidade de se utilizar um ou outro, baseando-se na minha experiência profissional. Desta forma, usarei nomes fictício permitindo manter a identidade dos proprietários, funcionários e mesmo as propriedades no anonimato.
Tenho experiência em controle biológico e mesmo Manejo Integrado de Pragas, e a quem diga que hoje deve ser praticado o Manejo Ecológico de Pragas, algo que concordo, mas pelo lado práticos as vezes um funciona e outro não. Sabe-se que inúmeros problemas acarretam a eficiência do controle de pragas em nossas lavouras, mas a principal é a consciência de quem planta e futilidade de quem compra, exigindo padrões de beleza ao produto, sem a real preocupação com o bem estar alimentar.
Lembro-me em certa ocasião que um pesquisador, de uma renomada universidade pública, me contava sobre a contaminação de agrotóxicos, numa capital, pois ele desenvolverá um produto para detectar esta contaminação. Ele coletou lotes aleatórios na centrar de distribuição de alimentos agrícolas, fez os teste e depois comparou, com os produtos no supermercados e pasmem, os produtos, na central “não estavam contaminados”, mas no supermercados sim. Como isso é possível? Simples a noite os funcionários aplicavam inseticidas, para evitar que as senhoras da classe média-alta encontrassem insetos. Que insetos? Se estes já tinha sido controlados com o uso do inseticida no campo. O fato é que esta população não aceitava insetos nos produtos, pois a paranoia de que insetos é sinônimo de alimento insalubre tomou conta de nossa sociedade.
Presto assistência técnica em uma fazenda no interior do Rio de Janeiro, que possui o princípio do cultivo orgânico, certificado. Tive o imenso prazer de por em prática o que tinha aprendido ao longo da minha carreira, mas as dificuldades com o métodos de controle e aumento de produção são imensos. Por exemplo, a dificuldade de controlar moscas das frutas em citros, pois as armadilhas do tipo McPhail como proteína hidrolisada, eram atrativos, mas sempre temos a recomendação de usá-los com inseticida na calda.
O controle de pulgões, esse confesso que foi fácil, pois a aplicação de cinza com soro de leite, tem demonstrado eficiência no controle de Toxoptera citricida (pulgão preto dos citros), a vantagem deste método que não afeta os pulgões mumificados, que contem o parasitóide dentro o que permite a sua emergência e início do processo de parasitismo em outros pulgões.
Outro grande desafio é o controle da abelha cachorro (Trigona sp). Eliminar ninho não trás uma solução ecologicamente correta, mas também é a forma mais prática e eficiente, entretanto o que fazer com os ninhos que estão no vizinho? Partimos para uma experiência nova a utilização de extrato vegetal, que em testes preliminares em laboratório tem demonstrado êxito, agora temos que testar a dosagem correta e sua eficiência em campo. Entretanto, estou falando de uma centena de plantas cítricas, como ficaria uma propriedade com milhares de plantas? Este é o verdadeiro desafio, como vou controlar estes insetos, que danificam a brotação e consequentemente a produção? Será que o extrato vegetal será viável economicamente? Será que haverá plantas suficiente? Lembrando que um dos principais inseticidas utilizados na agricultura, o Piretóide, foi inicialmente descoberto em plantas de crisântemo e por causa demanda pelo produto e mesmo pela otimização da produção ele foi sintetizado em laboratório, o que permitiu seu uso extensivo.
Acredito que cada forma de controle tem seu nicho, uma vez que a agricultura extensiva “in”Felizmente necessita de uma carga muito grande de pesticidas, em contracenso temos a agricultura familiar, pequena e média, que podem trabalhar como controle alternativo.
Bom para finalizar esta coluna, deixo a pergunta no ar, Controle Convencional ou Alternativo: O que devo optar em minha propriedade?