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Não basta ser profissional, tem que ser herói


Joana
Nesta semana, um vídeo de um caminhoneiro desabafando após capotamento fez sucesso nas redes sociais. Indignado com os desvios de dinheiro das estradas para Copa, “mensalão” e “mensalinho”, Henrique Ferla não poupa palavras para mostrar a indiferença do governo em relação às estradas brasileiras.


O acidente em questão aconteceu na MT-242, próximo a Diamantino, quando uma carreta desviou de um carro na contramão e tombou fora do acostamento. O dono estima que a carga de milho e o conserto do veículo custarão mais de R$150 mil, para ele um preço baixo por ter salvado a vida dos ocupantes do automóvel.

O fato ocorreu em 2012, mas o caso ainda é bem atual. As estradas brasileiras estão cada vez menores e mais precárias. As poucas obras de duplicação e restauração raramente terminam dentro do prazo. E o contribuinte segue pagando por algo que não vê.


O desabafo de Ferla é válido. São 2.396.762 caminhões rodando pelos asfaltos, cascalhos, lamaçais e buracos deste país, estima o Denatran. Segundo a Abiove, 55% da safra brasileira de soja é transportada por caminhões. São milhares de motoristas que carregam o Brasil na carreta e arriscam suas vidas pela economia e pelo desenvolvimento. Uma classe que, segundo Henrique Ferla, não basta ser profissional, tem que ser herói.

Assista ao vídeo:


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