Petróleo e derivados sobem com tensão externa
No petróleo, o contrato mais ativo do Brent fechou a semana em alta de 7,9%
Agrolink
- Leonardo Gottems
No petróleo, o contrato mais ativo do Brent fechou a semana em alta de 7,9% - Foto: Divulgação
Os preços internacionais de energia encerraram a última semana com movimentos firmes, sustentados por incertezas geopolíticas, estoques apertados e ajustes nos diferenciais entre derivados e petróleo. Segundo análise da StoneX, o mercado acompanhou a possibilidade de suspensão de sanções ao petróleo iraniano, ao mesmo tempo em que avaliou os efeitos do conflito no Oriente Médio e da retomada do fluxo de derivados pelo Estreito de Ormuz.
No petróleo, o contrato mais ativo do Brent fechou a semana em alta de 7,9%, ao redor de USD 109,3 por barril. Os futuros do WTI acompanharam o movimento e encerraram o período em USD 105,4 por barril, avanço de 10,5%. A cúpula entre Trump e Xi Jinping chegou a ampliar o otimismo em torno de um possível avanço nas negociações diplomáticas, mas a falta de soluções definitivas para o conflito no Oriente Médio manteve a percepção de risco no mercado.
No diesel, os estoques globais seguiram sazonalmente baixos. O contrato mais ativo do NY Harbor ULSD avançou 4,0% na semana e encerrou a sexta-feira, dia 24, cotado a USD 4,053 por galão. No mesmo intervalo, o diferencial entre NY Harbor ULSD e Brent recuou para USD 60,98 por barril, queda de 2,4%. O avanço mais forte do petróleo, em meio à forte retração dos estoques totais da commodity nos Estados Unidos e aos temores de prolongamento do conflito no Oriente Médio, pressionou o crack-spread do diesel. A leve alta das reservas do combustível no mercado norte-americano, combinada à demanda fraca, também contribuiu para esse cenário.
Na gasolina, os preços encerraram a semana com alta de 5%, próximos de USD 3,7 por galão, no maior nível desde junho de 2022, acompanhando a recuperação do petróleo. Ainda assim, o diferencial entre RBOB e Brent caiu para USD 46,4, recuo de 1,3%. A continuidade da redução dos estoques do derivado fóssil nos Estados Unidos ajudou a sustentar os preços e limitou uma retração maior do diferencial, que permanece elevado em relação à média histórica.