Preços da soja ajustam com colheita avançada
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 95% da área
Agrolink
- Leonardo Gottems
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 95% da área - Foto: Divulgação
O mercado de soja teve uma quarta-feira de ajustes nos preços, com queda em Chicago, retração do petróleo e avanço da colheita em importantes regiões produtoras do país. As informações são da TF Agroeconômica.
No cenário externo, o vencimento julho de 2026 na CBOT fechou a US$ 11,9975 por bushel, com baixa de 0,81%, em movimento associado à realização de lucros após as altas do início da semana. O Brent recuou 6,8%, para US$ 104,52, após a suspensão de ofensiva planejada contra o Irã, o que reduziu momentaneamente a pressão sobre o diesel. No Brasil, a ABIOVE elevou a projeção de processamento interno de soja para o recorde de 62,5 milhões de toneladas em 2026, enquanto a ANEC estima exportações acima de 16 milhões de toneladas em maio, com a China absorvendo cerca de 70% das compras.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 95% da área, com quebra estimada em 6% pela Emater/RS-Ascar e boa qualidade física dos grãos. O porto de Rio Grande recuou 0,76%, para R$ 130,00. Em Santa Catarina, o interior teve leve retração, enquanto o porto de São Francisco do Sul registrou alta de 44% nas exportações de abril, com 789 mil toneladas enviadas à China. A saca no porto ficou em R$ 131,00.
No Paraná, Paranaguá permaneceu em R$ 130,00 no disponível, com colheita em 96% e pressão por espaço nos armazéns diante da chegada da safrinha de milho. Em Mato Grosso do Sul, a produção recorde de 17,759 milhões de toneladas não eliminou a pressão sobre margens, afetadas pela alta de 65,2% no NPK em doze meses. Em Mato Grosso, a safra encerrada de 51,56 milhões de toneladas mantém estresse no armazenamento, enquanto 13,53% da produção 2026/2027 já foi comercializada.