Preços da soja podem subir no médio prazo
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Imagem: Divulgação
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Preços da soja podem subir no médio prazo

“Em nossa opinião, mesmo que os preços caiam um pouco, eles cairão do “20º para o 19º andar”
Por: -Leonardo Gottems

O mais novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de estoques finais menores, podem elevar os preços da soja a médio prazo, segundo informações da TF Agroeconômica. “De um modo geral, as conclusões dos analistas são dque o relatório de hoje do USDA foi de neutro para baixista, como mostra a tabela ao lado, mas, há dois aspectos importantes que podem reverter esta tendência: os estoques finais, tanto dos EUA, quanto do Mundo foram menores do que a expectativa dos analistas antes do relatório, provocando alta dos preços nesta quinta-feira", comenta.

“Em nossa opinião, mesmo que os preços caiam um pouco, eles cairão do “20º para o 19º andar”, como dizemos em nossas palestras, porque estão muito elevados e continuarão a proporcionar lucros ao redor de 45% (contra 89% no ponto mais alto da cotação de Chicago nesta temporada, que não deve voltar) para o sojicultor brasileiro”, completa.

Nesse contexto, o que deve importar mais para o produtor é o lucro que ele pode obter e não o preço em que o produto se encontra. “Como sempre dizemos, o produtor não deve se ater aos preços, mas aos lucros possíveis e o ideal seria fazer os seus cálculos de lucratividade acompanhado de um contator, um agrônomo e um analista de mercado”, indica.

Além disso, a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) estima uma produção brasileira da próxima safra 10,4% menor do que a anterior. “O relatório mensal da Conab com as suas estimativas sobre a produção brasileira de soja registrou uma safra de 123,83 milhões de toneladas, contra 138,15 MT produzidas na safa anterior, com uma queda de 10,4%. Esta estimativa foi inferior à do USDA, que colocou a produção brasileira em 125 MT. As estimativas do mercado estavam ao redor de 122,5 MT, de modo que a análise á baixista, para os preços a curto e médio prazos”, conclui.


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