Trigo tem baixa liquidez e preços regionais mistos
No mercado gaúcho, a semana teve negócios fracos e pontuais
Agrolink
- Leonardo Gottems
No mercado gaúcho, a semana teve negócios fracos e pontuais - Foto: Divulgação
O mercado de trigo no Sul do país segue com baixa liquidez e dificuldades na venda de farinha, enquanto compradores e vendedores ajustam estoques e aguardam a nova safra. Segundo a TF Agroeconômica, as altas de Chicago não chegaram ao Rio Grande do Sul nem alteraram o preço do trigo argentino nacionalizado.
No mercado gaúcho, a semana teve negócios fracos e pontuais. Pequenos volumes de sobra de semente foram vendidos por produtores a moinhos menores por até R$ 1.285 a tonelada no interior, enquanto lotes maiores alcançaram R$ 1.300. O trigo argentino permaneceu em US$ 276 por tonelada CIF Canoas. Moinhos também relataram problemas de qualidade no restante do trigo local, com níveis elevados de DON. Em Panambi, o preço de balcão seguiu em R$ 70,02 por saca.
Em Santa Catarina, as ofertas de trigo local praticamente terminaram e o mercado espera a nova safra. O último negócio com produto catarinense ocorreu a R$ 1.350 por tonelada FOB, mais frete. O trigo gaúcho foi ofertado entre R$ 1.340 e R$ 1.400, além de frete e ICMS, enquanto sobra de semente chegou a R$ 1.450 CIF moinho. A venda de farinha continua travada, levando indústrias a reduzir a moagem e alongar estoques. O farelo melhorou, com negócios a R$ 1,10 ensacado. No balcão, os preços ficaram estáveis em Chapecó, Rio do Sul e Xanxerê, subiram em Canoinhas e Joaçaba e recuaram em São Miguel do Oeste.
No Paraná, houve negociações em alta. Na região de Curitiba, o trigo foi negociado a R$ 1.450 CIF moinho. Nos Campos Gerais, as indicações ficaram no mesmo nível, enquanto no Norte do estado variaram de R$ 1.530 a R$ 1.550 CIF. Para a safra nova, as ideias ficaram entre R$ 1.400 e R$ 1.420, mas vendedores seguem retraídos por receio do El Niño, sem negócios reportados.