Técnica de manejo de solo recebe reconhecimento
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Imagem: Divulgação
TABACO

Técnica de manejo de solo recebe reconhecimento

A tecnologia do Camalhão Alto de Base Larga diminui erosão e aumenta produtividade
Por: -Eliza Maliszewski

A técnica do Manejo de Solo com Camalhão Alto de Base Larga, desenvolvida pela multinacional de tabaco Souza Cruz, foi validada pela Embrapa como conservacionista. A tecnologia resulta em controle da erosão e pode aumentar em até 20% a produção de tabaco. Normalmente é associada ao plantio direto e usado em pequenas propriedades, característica da fumicultura brasileira.

O sistema inclui preparo reduzido do solo e associado a culturas que geram cobertura de solo como trigo, centeio, aveia branca e preta, milheto e sorgo. tAravés do uso de ferramentas específicas, é possível aplicar essa prática de manejo de solo na produção de tabaco, milho, feijão e de outras culturas. Os resultados efetivos no tabaco foram comprovados experimentalmente em lavouras. 

O trabalho de pesquisa, desenvolvimento, inovação e difusão demandou investimentos da empresa e a técnica passou a ser adotada por cerca de 90% dos produtores do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT) da companhia.

Como foram os testes

Para atestar a eficiência em conter o escoamento de chuva intensa, com períodos de retorno iguais ou superiores a 10 anos, foi realizado um estudo científico em nove municípios (quatro no estado do Rio Grande do Sul, três no estado de Santa Catarina e quatro no estado do Paraná) e em 11 lavouras cultivadas com cereal de inverno, como planta de cobertura, seguido por tabaco, posicionadas em três classes de relevo (suave ondulado, ondulado e forte ondulado) e com 11 tipos de solo diferentes. Os testes ocorreram em duas épocas do ano, seguindo a metodologia científica apropriada. 

A prática conservacionista conseguiu reter e disciplinar o excedente de água de chuvas intensas, que se repetem em períodos superiores há 250 anos. Entre os resultados foi observado que a prática garante melhor aeração do solo, menor resistência do solo à penetração de raízes, maior homogeneidade dos indicadores químicos da fertilidade do solo na camada de solo explorada pelas raízes das plantas, menor incidência de doenças e aumento da produtividade. 

“O Manejo do Solo com Camalhão Alto de Base Larga é um marco na produção de tabaco no Brasil, proporcionando manejo sustentável do solo para os produtores e produtoras integrados com a Souza Cruz. O trabalho das áreas de Pesquisa e de Produção Agrícola foram fundamentais nessa realização. Ter o reconhecimento da Embrapa, referência em pesquisa no País, nos deixa ainda mais orgulhosos e mostra que realmente estamos no caminho certo”, afirma Sergio Ricardo Pereira, Gerente Global de Pesquisa em Agronomia. 

A validação como conservacionista foi validade pela Embrapa Trigo. As dimensões de camalhão tem largura da base maior (0,80 m a 0,90 m); largura da base menor
(0,30 m a 0,40 m); espaçamento entre as cristas dos camalhões (1,20 m a 1,30 m); e altura do camalhão (0,35 m a 0,40 m). 

Experiência positiva 

Há anos, a família do produtor Laercio Adami, de Rio do Oeste (SC),  buscava oportunidades para recuperar o solo e impulsionar a produção em sua propriedade. Com o acompanhamento técnico da Souza Cruz, ele investiu em análise de solo, fez as devidas correções, utilizou a cama de aviário e passou a utilizar a técnica do Camalhão Alto de Base Larga a fim de melhorar a conservação do solo, minimizar o encharcamento e diminuir a incidência de doenças radiculares. 

“A utilização do Camalhão Alto de Base Larga nos ajudou a melhorar o solo da propriedade, a qualidade do tabaco e a incrementar nossa produtividade. Ganhamos estabilidade na produção ao longo dos anos e continuamos a conservar e manejar corretamente o solo. Com a técnica, todos ganham: o meio ambiente, por conta da preservação, e nós, pelo maior rendimento da propriedade”, comenta o produtor. 

Os interessados em conhecer melhor a técnica e seus benefícios podem acessar o estudo “Validação hidrológica do Camalhão Alto de Base Larga como tecnologia conservacionista aplicada à cultura do tabaco”
 


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