ECONOMIA:realidade e reações (I)

ECONOMIA:realidade e reações (I)

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Entre 2007 e 2016 os governos brasileiros insistiram em uma política econômica centrada no Estado como “alavancador” do crescimento, através da máxima de que “o gasto público, para isso, deve ser ilimitado”. Ao mesmo tempo, descuidaram-se do tripé de sustentação da estabilidade econômica (meta inflacionária, câmbio flutuante e superávit primário). Alertamos durante todo o período que, se os motivos para alavancar o crescimento eram bons, a execução se mostrava desastrosa.

Destacávamos que o risco de inviabilizar o Estado, e com ele piorar o quadro econômico, era enorme. E, caso chegássemos a tal situação, a recuperação da economia exigiria, inclusive, cortes pesados nas áreas sociais, além de outras (educação, saúde, segurança, infraestrutura, investimentos...). Pois chegamos a este estágio. Hoje, a ideia é recolocar o país nos trilhos do crescimento necessário, após 10 anos de desastrada gestão econômica (do segundo mandato de Lula ao final do governo Temer).

Lembrando que os constantes casos de corrupção, nesse período, pioraram ainda mais o quadro. Hoje, a realidade econômica pode ser assim resumida: o país caminha para o terceiro ano consecutivo, após a recessão, com um crescimento pífio, ao redor de 1% ao ano, quando precisamos voltar a crescer, pelo menos, 4% ao ano; a situação é tão séria que estudos divulgados pela FGV apontam que em 2020 (cujo crescimento já está sendo revisado de 2,5% para 1,5%), fecharemos a pior década econômica do país nos últimos 120 anos, com um crescimento médio de 0,6%, piorando de longe a década perdida ocorrida entre 1982 e 1992; com isso, o desemprego continua elevado, atingindo entre 11,5% e 12% da população ativa, sendo que a pequena melhora recente destes números se deve ao aumento do emprego informal; ora, emprego informal paga menos e, com isso, temos menos renda disponível para o consumo (e sem consumo a economia não reage); ao mesmo tempo, não há investimentos suficientes, especialmente na infraestrutura, comprometendo o setor industrial, o agronegócio e até mesmo o setor de serviços; o Estado brasileiro praticamente quebrou, precisando dos recursos privados.

Ora, o setor privado interno não encontra confiança suficiente para investir, enquanto o setor privado externo se vê às voltas com dois problemas: a iminente volta da recessão econômica internacional, exigindo cautela; e a insegurança interna no Brasil, potencializada pelos discursos, geralmente irresponsáveis e descolados das necessidades do país, feitos pelo Presidente e alguns de seus ministros (o que deixa de “cabelos em pé” a área econômica do governo, além de seus seguidores mais conscientes e preparados). Com isso, o recurso externo que chega é largamente insuficiente. (segue)


 


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