Balança comercial alcançou superávit de US$ 6,54 bilhões em julho
Soja e algodão impulsionam exportações
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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou, na segunda-feira (27), os dados da Balança Comercial referentes à quarta semana de julho de 2026. Os números mostram avanço das exportações e das importações na comparação com o mesmo período do ano passado, com crescimento do superávit comercial e da corrente de comércio.
Até a quarta semana de julho de 2026, as exportações cresceram 9,7% em relação a julho de 2025 e somaram US$ 27,59 bilhões. As importações avançaram 7%, totalizando US$ 21,05 bilhões. Com isso, o saldo da balança comercial alcançou superávit de US$ 6,54 bilhões, alta de 19,4%, enquanto a corrente de comércio aumentou 8,5%, chegando a US$ 48,63 bilhões.
No acumulado de janeiro até a quarta semana de julho de 2026, as exportações atingiram US$ 212,36 bilhões, crescimento de 11,2% frente ao mesmo intervalo de 2025. As importações somaram US$ 163,46 bilhões, avanço de 5,4%. O resultado levou o superávit comercial para US$ 48,90 bilhões, alta de 36,2%, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 375,82 bilhões, crescimento de 8,6%.
Nas exportações de julho, o desempenho positivo foi puxado pelos três principais setores da economia. A agropecuária registrou crescimento de 14,3%, com embarques de US$ 6,40 bilhões. A indústria extrativa avançou 11,4%, alcançando US$ 6,48 bilhões, e a indústria de transformação cresceu 6,4%, somando US$ 14,50 bilhões. O desempenho conjunto dos setores sustentou a expansão das vendas externas no período.
Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações estão os produtos hortícolas frescos ou refrigerados, com alta de 18,3%, a soja, que avançou 24,6%, e o algodão em bruto, com crescimento de 33,9%, na agropecuária. Na indústria extrativa, destacaram-se os minérios de níquel e seus concentrados, com avanço de 88%, outros minérios e concentrados dos metais de base, com alta de 85,5%, e os óleos brutos de petróleo, que cresceram 31,4%. Já na indústria de transformação, o crescimento foi impulsionado pelas carnes de aves e miudezas comestíveis, com alta de 43,4%, pelos farelos de soja e outros alimentos para animais, que avançaram 42,3%, e pelos óleos combustíveis de petróleo, com aumento de 73,6%.
Apesar do resultado positivo, alguns produtos registraram retração nas exportações. Na agropecuária, caíram as vendas de milho não moído, exceto milho doce, com recuo de 20,7%, de frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, com queda de 4,6%, e de café não torrado, que recuou 20,4%. Na indústria extrativa, houve redução nas exportações de pedra, areia e cascalho, de 14,3%, de minério de Ferro e seus concentrados, de 10,5%, e de minérios de Cobre e seus concentrados, de 29,5%. Já na indústria de transformação, apresentaram queda os embarques de açúcares e melaços, de 19,9%, de veículos automóveis de passageiros, de 33,8%, e de aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes, de 49,8%.
Nas importações, o desempenho mensal mostrou queda de 9,8% na agropecuária, que movimentou US$ 350 milhões. Em contrapartida, a indústria extrativa registrou crescimento de 29,5%, totalizando US$ 1,02 bilhão, enquanto a indústria de transformação avançou 6,4%, alcançando US$ 19,54 bilhões. O comportamento desses setores resultou na expansão das compras brasileiras no exterior.
O crescimento das importações foi impulsionado pela maior entrada de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado, com alta de 11,6%, de cevada não moída, que avançou 11,2%, e de produtos hortícolas frescos ou refrigerados, com aumento de 57%, na agropecuária. Na indústria extrativa, destacaram-se outros minérios e concentrados dos metais de base, com crescimento de 113,9%, os óleos brutos de petróleo, com alta de 34,5%, e o gás natural, que avançou 23%. Já na indústria de transformação, cresceram as importações de óleos combustíveis de petróleo, de 38,6%, de máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, de 230,2%, e de válvulas e tubos termiônicos, diodos e transistores, com alta de 52,4%.
Entre os produtos que registraram queda nas importações estão o trigo e o centeio não moídos, com recuo de 5,8%, a soja, que caiu 55,6%, e o látex, borracha natural e outras gomas naturais, com redução de 42,9%, na agropecuária. Na indústria extrativa, diminuíram as compras de fertilizantes brutos, exceto adubos, em 8%, de pedra, areia e cascalho, em 17,7%, e de linhita e turfa, em 30,7%. Na indústria de transformação, apresentaram retração as importações de Inseticidas, Fungicidas, herbicidas e produtos semelhantes, de 16,6%, de motores e máquinas não elétricos, exceto motores de pistão e geradores, de 75,7%, e de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes, de 90,1%.