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Ferrugem tropical do milho exige manejo para evitar resistência

Manejo integrado protege lavouras de milho


Foto: Canva

A ferrugem tropical do milho, causada pelo fungo Physopella zeae, segue entre as principais doenças foliares da cultura em regiões de clima quente e úmido, especialmente entre fevereiro e agosto, período considerado crítico para muitas lavouras de primeira e segunda safra. O uso repetitivo de Fungicidas com o mesmo modo de ação tem aumentado o risco de seleção de populações resistentes do patógeno, comprometendo a eficiência do controle químico e elevando os desafios para os produtores.

De acordo com o conteúdo técnico, a doença provoca pequenas pústulas alaranjadas a marrom-claro nas folhas, reduzindo a área fotossintética da planta e afetando o enchimento de grãos e a produtividade. O controle químico é apontado como uma ferramenta importante, principalmente em sistemas de alta produtividade. No entanto, o material alerta que a repetição contínua do mesmo grupo químico favorece a sobrevivência de indivíduos menos sensíveis ao fungicida, que passam a predominar nas populações ao longo das safras.

O documento explica que a resistência é resultado de um processo genético e populacional. Em uma população de Physopella zeae, alguns indivíduos apresentam naturalmente menor sensibilidade aos produtos utilizados. Quando um mesmo fungicida é aplicado repetidas vezes, esses exemplares sobrevivem, multiplicam-se e reduzem gradualmente a eficiência do controle químico. Segundo o conteúdo, fungicidas de ação específica apresentam maior risco de resistência, enquanto produtos de ação em múltiplos sítios tornam esse processo mais difícil.

Ainda conforme o material técnico, o manejo inadequado pode resultar em redução da eficiência dos fungicidas, aumento dos custos por hectare, necessidade de mais aplicações e perdas de produtividade, especialmente durante o período entre o pendoamento e o enchimento de grãos. Outro impacto destacado é a diminuição da vida útil de moléculas importantes para o controle da doença.

O planejamento do manejo deve considerar fatores como época de cultivo, histórico da área, suscetibilidade dos híbridos e monitoramento constante das lavouras. O documento ressalta que áreas com maior umidade, temperaturas elevadas e histórico de alta incidência da doença exigem atenção redobrada, assim como a inspeção periódica das plantas para identificar os primeiros sintomas e definir o momento mais adequado para a aplicação dos fungicidas.

Entre as principais recomendações para retardar o surgimento da resistência está a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação. O conteúdo orienta que aplicações consecutivas com o mesmo mecanismo sejam evitadas e que produtos de ação específica sejam alternados com fungicidas multissítios. Também destaca a importância das misturas entre diferentes grupos químicos, desde que planejadas corretamente, como estratégia para reduzir a pressão de seleção sobre o patógeno.

O documento recomenda ainda limitar o número de aplicações de fungicidas pertencentes ao mesmo grupo químico durante uma safra. Caso sejam necessárias várias intervenções, a orientação é intercalar produtos de diferentes mecanismos de ação e concentrar o controle no período de maior sensibilidade da cultura, entre o pendoamento e o enchimento de grãos.

Além do controle químico, o material reforça a necessidade de integrar práticas culturais ao manejo da ferrugem tropical. Entre elas estão a escolha de híbridos com maior nível de resistência, o ajuste da época de semeadura, a eliminação de plantas voluntárias de milho durante a entressafra, o manejo adequado dos restos culturais e a rotação de culturas com espécies não hospedeiras, reduzindo a pressão inicial de inóculo.

A qualidade das aplicações também recebe destaque. Segundo o conteúdo, volumes de calda, pontas de pulverização, pressão e regulagem dos equipamentos devem garantir cobertura uniforme das folhas, especialmente nas regiões onde os primeiros sintomas costumam surgir. O monitoramento após as aplicações também é apontado como ferramenta importante para avaliar a evolução da doença e aperfeiçoar o planejamento das safras seguintes.

Por fim, o documento ressalta que o manejo da ferrugem tropical deve seguir rigorosamente as recomendações técnicas e a legislação vigente, utilizando apenas fungicidas registrados para a cultura do milho, respeitando doses, intervalos de segurança e demais orientações de rótulo e bula. O texto também enfatiza que as decisões devem contar com o acompanhamento de um engenheiro agrônomo, lembrando que "Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo."

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