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Lagarta-do-cartucho no milho exige manejo integrado para reduzir custos e evitar perdas

Controle é mais eficiente quando realizado ainda nas fases iniciais


Foto: Arquivo

A lagarta-do-cartucho segue como a principal praga do milho no Brasil e tem elevado os custos de produção, especialmente entre fevereiro e maio, período de maior pressão nas lavouras. O manejo inadequado, baseado apenas em Inseticidas, tem resultado em controle ineficiente e aumento do risco de resistência, impactando diretamente a rentabilidade do produtor. 

A presença constante da praga em praticamente todas as regiões produtoras, favorecida pela sucessão de culturas e disponibilidade de hospedeiros, mantém o desafio ativo dentro das propriedades. Na prática, o produtor que não monitora corretamente acaba tomando decisões tardias — e mais caras. A lagarta-do-cartucho ataca o milho desde os estádios iniciais até fases mais avançadas, comprometendo o estande, a área foliar e até a formação de espigas. Esse conjunto de danos reduz o potencial produtivo e pode gerar perdas econômicas expressivas. 

Uso excessivo de inseticidas aumenta custo e pode piorar o problema

Um dos principais erros no campo ainda é o uso sequencial de inseticidas sem monitoramento técnico. Além de elevar o custo direto da lavoura, essa prática pode resultar em baixa eficiência de controle. Isso ocorre porque aplicações fora do momento ideal — principalmente com lagartas maiores e protegidas no cartucho — têm menor eficácia. Outro ponto crítico é o impacto sobre inimigos naturais, que ajudam a controlar a praga de forma biológica.

O manejo isolado não resolve o problema. A recomendação é integrar diferentes estratégias para manter a população abaixo do nível de dano econômico.

Monitoramento define o momento certo de agir

O monitoramento da lavoura é apontado como o ponto-chave para reduzir custos e aumentar a eficiência do controle. A inspeção frequente permite identificar:

- Presença de ovos e lagartas pequenas 

-- Nível de dano nas folhas 

- Percentual de plantas atacadas

A tomada de decisão deve considerar esses fatores, além do estágio da cultura. O controle é mais eficiente quando realizado ainda nas fases iniciais da infestação, antes que a lagarta se instale no cartucho. 

Manejo integrado reduz custos ao longo das safras

O caminho mais eficiente, segundo dados técnicos, é o manejo integrado de pragas (MIP), que combina diferentes ferramentas:

- Uso de milho Bt com refúgio estruturado

- Controle biológico com inimigos naturais e bioinseticidas

- Aplicação racional de inseticidas

- Rotação de culturas

Manejo de plantas daninhas hospedeiras

O milho Bt continua sendo uma tecnologia central, mas depende diretamente do uso correto do refúgio para evitar a resistência da praga. Sem essa prática, o produtor pode perder eficiência da tecnologia e aumentar os custos no médio prazo. 

Rotação e controle cultural ajudam a quebrar o ciclo da praga

Outro ponto estratégico é reduzir a sobrevivência da lagarta entre safras. A presença de gramíneas e culturas sucessivas como milho–milho favorece a manutenção da praga no sistema.

A rotação com culturas menos favoráveis e o controle de plantas daninhas diminuem a pressão populacional e contribuem para um sistema mais equilibrado — com impacto direto na redução de aplicações químicas.

Resistência preocupa e exige mudança de estratégia

A capacidade da lagarta-do-cartucho de desenvolver resistência é um alerta crescente no campo. O uso repetitivo das mesmas ferramentas acelera esse processo e compromete o controle.

 

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