Só um produto atingiu alta mortalidade da Spodoptera
Um baculovírus atingiu mortalidade média de até 87%
Um baculovírus atingiu mortalidade média de até 87% - Foto: Divulgação
A eficácia dos baculovírus no controle da Spodoptera frugiperda depende da qualidade das formulações disponíveis no mercado. Um estudo em laboratório identificou diferenças expressivas entre cinco produtos comerciais, com taxas de mortalidade de 5% a 87%.
A pesquisa foi conduzida pelo Laboratório de Manejo Integrado de Pragas da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia. Os produtos foram comprados em revendas agrícolas e testados na dose de 50 gramas ou 50 mililitros por hectare, conforme a formulação. Cada tratamento utilizou 120 lagartas de segundo ínstar, mantidas por dez dias sob as mesmas condições de temperatura, umidade e alimentação.
O baculovírus da AgBiTech Brasil atingiu mortalidade média de até 87%. Os outros quatro produtos ficaram entre 5% e 28%. No quarto dia, o produto da empresa já alcançava 50% de mortalidade. “Em áreas comerciais, Cartugen® Max esteve no centro de estudos realizados em mais de 45 localidades. Nestas, a mortalidade média de lagartas foi de 85%, frente à média de 24% de outros cinco bioinsumos à base de vírus. O bioinseticida da companhia teve desempenho quase idêntico, com pequenas variações, em todas as lavouras nas quais foi aplicado”, diz o diretor de marketing da companhia, Pedro Marcellino.
Segundo a pesquisadora Karina Cordeiro Albernaz Godinho, os resultados apontam falhas no controle de qualidade de parte dos produtos comercializados. A formulação em pó molhável também pode ter influenciado o baixo desempenho de alguns itens.“Está apto a atender empresas fabricantes, consultores e produtores interessados em análises e desenvolvimento envolvendo produtos biológicos.”