Anel vermelho (Bursaphelenchus cocophilus)
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Anel vermelho

(Bursaphelenchus cocophilus)

Culturas Afetadas: Dendê

Sinônimos: Aphelenchus cocophilus, Aphelenchoides cocophilus e Rhadinaphelenchus cocophilus

Esta doença provoca a morte da planta em apenas poucos meses. Geralmente, os coqueiros de 3 a 7 anos são os mais suscetíveis e morrem 3 a 4 meses após o aparecimento dos sintomas. As perdas têm sido calculadas entre 20 a 98% em vários países da América Central.

A doença foi observada pela primeira vez em Trinidad, em 1905. O nematóide tem como vetor o besouro Rhynchophorus palmarum e possivelmente um outro besouro, Dynamis borassi, também lhe serve de vetor.

O anel vermelho do coqueiro tem sido registrado no Neotrópico, a partir do México, passando pela América Central, até América do Sul e área do Caribe. No Brasil, a doença está presente nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe.

O nematóide Bursaphelenchus cocophilus é parasita obrigatório de muitas espécies de palmas, entre elas Acrocomia aculeata, A. intumescens, A. sclerocarpa, Attalea funifera, Elaeis guineensis, Guilielma sp., Mauritia flexuosa, Maximiliana maripa, Phoenix canariensis, P. dactylifera, Roystonia oleraceae, R. regia, Sabal umbraculiferum, Syagrus coronata, S. romanzoffiana e S. schizophylla.

Danos: Os sintomas típicos da doença são a queda prematura dos frutos, murcha das inflorescências, amarelecimento, bronzeado, morte progressiva e queda das folhas, ficando o estipe nu e ereto durante muito tempo. O amarelecimento dos folíolos começa pelo ápice e avança para o ráquis, o qual sofre também seca descendente progressiva até a base do pecíolo. As folhas debilitadas ou mortas quebram-se com freqüência próximo à base do pecíolo, ficando penduradas no estipe. Os pecíolos sofrem descoloração amarela a vermelho-amarronzado da base até aproximadamente uns 60 cm em direção ao ápice.

Com o avanço da doença, o meristema apical apodrece pela ação de microrganismos saprófitos, seguido da seca das folhas mais jovens, e finalmente todas as folhas caem, ficando o estipe totalmente desnudo e ereto por muito tempo. Num corte transversal do tronco, observa-se um anel cor de tijolo ou vermelho-amarronzado, de 2 a 6 cm de espessura e distante 2 a 6 cm dentro da periferia, enquanto que num corte longitudinal, essa coloração usualmente é contínua a todo o longo do tronco, aparecendo como duas bandas que se unem na base e formam lesões descontínuas próximas da coroa. A localização do anel vai depender do lugar de início da infecção, de maneira que, às vezes, é mais facilmente observável perto da base, enquanto que em outras ocasiões é observado com mais nitidez perto da coroa. As raízes sofrem também descoloração amarela a vermelho-amarronzado no córtex.

Controle: Não há variedades ou cultivares de coco com algum tipo de resistência a Bursaphelenchus cocophilus. Medidas fitossanitárias direcionadas à redução das populações do besouro vetor e do número das fontes de inóculo são os métodos mais usados nas tentativas de controle da doença. Quando são observados os primeiros sintomas, as plantas devem ser cortadas e destruídas pelo fogo ou cortadas em pequenos pedaços e tratadas com inseticidas; o solo também deve ser tratado com cal para sua desinfecção e deixado livre de vegetação por um tempo não determinado.

O controle químico do besouro mediante pulverizações não é recomendado, pois as larvas encontram-se profundamente no interior da planta e não são atingidas. Produtos armadilhas, que misturam inseticidas com feromônios atraentes dos besouros adultos, estão em desenvolvimento. Também tem sido testada a aplicação de injeções de 100 a 150 mL de nematicidas sistêmicos em plantas pequenas com sintomas foliares evidentes da doença, mas a recuperação é muito lenta, em torno de 6 a 8 meses.

É comum o uso de armadilhas contendo pedaços de cana de açúcar e melaço de cana diluído, feitas em um balde plástico (100 L) coberto com uma tampa furada, onde são adaptados funis que permitem a entrada, porém não permitem a saída dos besouros; as armadilhas são espalhadas nas bordas do coqueiral, espaçadas 200 a 500 m entre si. Estudos de controle biológico do vetor através de diversos inimigos naturais estão em andamento, porém ainda não há resultados disponíveis para a sua aplicação imediata.

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