Soja sobe em Chicago com forte demanda
As condições climáticas nos Estados Unidos reforçaram o viés altista

A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quinta-feira (28) em leve alta, impulsionada pela boa demanda internacional pela safra 2025/26. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de setembro avançou 0,32%, fechando a US$ 1.028,75/bushel, enquanto novembro subiu 0,17%, a US$ 1.049,50/bushel. No mercado de derivados, o farelo ganhou 0,51%, cotado a US$ 297,20/ton curta, mas o óleo recuou 2,85%, a US$ 52,76/libra-peso.
O movimento foi sustentado principalmente pelo relatório semanal do USDA, que mostrou vendas de 1,37 milhão de toneladas de soja da safra nova, acima das expectativas de analistas e do volume da semana anterior. Destinos não revelados lideraram as compras, com 690 mil toneladas, mantendo a especulação sobre participação chinesa. Em contrapartida, a temporada 2024/25 registrou cancelamento de 189,2 mil toneladas, em ajuste de final de ciclo.
Além disso, as condições climáticas nos Estados Unidos reforçaram o viés altista. O monitoramento da seca apontou aumento da área sob algum grau de estiagem no Centro-Oeste, elevando de 9% para 11% o total de lavouras de soja afetadas, igualando-se ao patamar do ano passado. Essa piora gera preocupações sobre a produtividade.
No cenário internacional, a agência StatsCan projetou a produção de soja do Canadá em 7,02 milhões de toneladas, abaixo das 7,57 milhões da safra anterior. Já no Brasil, a ANEC reduziu levemente a estimativa de exportações de agosto para 8,9 milhões de toneladas, ainda assim 11,5% acima do registrado no mesmo mês de 2024. O conjunto de fatores reforça a sustentação dos preços em Chicago, apesar da volatilidade nos subprodutos.