Milho apresenta movimentações distintas nas Bolsas
Em Chicago, o mercado foi pressionado

O mercado de milho apresentou movimentações distintas nesta quarta-feira, com os contratos na B3 encerrando de forma mista, enquanto em Chicago prevaleceu a pressão baixista. Segundo a TF Agroeconômica, o suporte no Brasil veio principalmente do mercado físico, que segue firme diante da dificuldade de acesso a maiores lotes no interior. Já no cenário internacional, as cotações recuaram com influência da colheita norte-americana e da entrada da safrinha brasileira.
Na B3, os preços refletiram diferentes fatores de curto prazo. O contrato de setembro/25 fechou em R$ 65,77, com queda de R$ 0,35 no dia, mas ainda acumulando alta de R$ 0,40 na semana. Já o vencimento de novembro/25 avançou R$ 0,17 no dia e R$ 1,69 na semana, encerrando a R$ 69,89. O contrato de janeiro/26 também registrou valorização, fechando a R$ 72,05, alta de R$ 0,26 no dia e R$ 1,31 na semana. Enquanto isso, produtores mantêm o foco na comercialização da soja, à espera de melhores oportunidades para o milho.
Em Chicago, o mercado foi pressionado por fundamentos ligados à oferta global. O contrato de setembro, referência para a safrinha brasileira, caiu 1,29%, ou US$ 5,00 cents/bushel, encerrando a US$ 382,50. Já o contrato de dezembro recuou 0,85%, ou US$ 3,50 cents/bushel, cotado a US$ 406,00. A baixa refletiu a expectativa da colheita recorde dos Estados Unidos, somada à forte concorrência do milho brasileiro, que vem mantendo os preços internacionais próximos a mínimas recentes.
Apesar da pressão, o desempenho das exportações norte-americanas tem ajudado a sustentar o mercado. As vendas externas seguem firmes e devem permanecer em ritmo elevado para atingir a meta anual. Entretanto, a produção diária de etanol recuou em relação à semana anterior, alcançando o menor nível desde o final de maio, o que também contribuiu para a fraqueza nas cotações.