Trigo cai, milho sobe e soja opera em leve baixa
A soja abriu em baixa em Chicago

Os principais grãos apresentaram comportamento misto na abertura dos mercados nesta sexta-feira, 29 de agosto. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo opera em leve baixa nos Estados Unidos, pressionado pela entrada da safra abundante do Hemisfério Norte e pelas boas condições climáticas que aceleram a colheita nas Grandes Planícies americanas, além de perspectivas positivas para Austrália e Argentina. No Brasil, os preços do trigo variam: CEPEA Paraná registra R$ 1.408,30 (+0,25% no dia, -4,67% no mês) e CEPEA Rio Grande do Sul R$ 1.288,81 (-0,45% no dia, -0,76% no mês). Argentina e Paraguai apresentam cotações de US$ 222 a US$ 250 por saca, dependendo da região e qualidade do grão.
A soja abriu em baixa em Chicago, influenciada pela ausência de compras chinesas e pela queda nos preços do óleo de soja, limitada pela falta de chuvas no cinturão soja/milho, que pode prejudicar a safra. No mercado interno, o CEPEA Paraná Interior registra R$ 134,48 (+0,16% no dia, +1,20% no mês) e Paranaguá R$ 139,66 (-0,43% no dia, +1,04% no mês). No Paraguai, a soja tem cotações de 368 a 390 dólares por tonelada, dependendo do mês de entrega.
O milho, por sua vez, apresenta leve alta em Chicago, influenciado pelo ritmo acelerado das exportações americanas, que ameniza a pressão do início da colheita recorde no país e da concorrência sul-americana. Na B3, os contratos registram R$ 65,12 para setembro e R$ 68,40 para julho de 2026, enquanto o CEPEA aponta R$ 64,26 (-0,36% no dia, +1,13% no mês). No Paraguai, as cotações variam de 146 a 200 dólares por saca, dependendo da região.
O mercado global segue atento à evolução climática e à demanda internacional, com fatores sazonais e a influência cambial no radar dos traders. A combinação de oferta abundante, condições climáticas e movimentação de exportações será determinante para a formação de preços nos próximos dias.