Cana responde por 16,8% da bioenergia no Brasil
O cenário global reforça a tendência

A bioenergia já representa quase 30% da matriz energética brasileira, de acordo com dados do Observatório de Bioeconomia da FGV. Dentro desse cenário, a biomassa de cana-de-açúcar tem papel central, respondendo por 16,8% da oferta nacional. Projeções da Mobility Foresights indicam que o mercado brasileiro deve avançar de forma consistente, com taxa de crescimento anual entre 9% e 13% até 2030, podendo movimentar de US$ 8 bilhões a US$ 12 bilhões até o fim da década.
Na Feira de Bioenergia 2025, realizada em Sertãozinho (SP), o debate destacou a importância da modernização tecnológica para garantir produtividade e segurança no setor. A expansão da bioenergia no país depende da adoção de soluções que tornem as operações mais eficientes e reduzam riscos em ambientes de alto potencial de acidentes, como os complexos sucroalcooleiros.
A Trackfy apresentou sistemas de monitoramento que utilizam sensores em equipamentos de proteção, capazes de identificar a presença de trabalhadores, exposição a riscos e sinais de fadiga em tempo real. Essa abordagem vem demonstrando resultados relevantes, com reduções expressivas em incidentes de segurança e ganhos de eficiência nas operações, além de impactos positivos em custos e cronogramas de projetos.
O cenário global reforça a tendência. Segundo a International Energy Agency (IEA), a bioenergia moderna responde por 6% da oferta mundial de energia, correspondendo a mais da metade de toda a energia renovável utilizada atualmente. Embora sua participação na geração elétrica seja limitada, países que investem em sistemas avançados de cogeração já ultrapassam 15% de utilização, sinalizando o potencial do setor também no Brasil.